Mostrando postagens com marcador Ciência | Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciência | Tecnologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de dezembro de 2025

O Declínio Invisível: Por que os Níveis de Testosterona Estão Caindo em Jovens e Adultos?


Nos últimos anos, um fenômeno silencioso tem acendido o alerta vermelho em clínicas de endocrinologia ao redor do mundo: a queda drástica e geracional nos níveis de testosterona masculina. Não se trata apenas de uma questão estética ou de performance esportiva, mas de um indicador crítico de saúde pública que pode estar moldando o futuro da sociedade.

Diferente do que muitos pensam, a queda hormonal não é apenas uma consequência natural do envelhecimento. Estudos mostram que os homens de hoje possuem níveis significativamente menores de testosterona do que seus pais e avós tinham na mesma idade.

Um estudo referencial publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism analisou dados de longo prazo (o Massachusetts Male Aging Study) e descobriu que os níveis médios de testosterona em homens caíram cerca de 1% ao ano desde o final da década de 80. Isso significa que um homem de 60 anos em 1987 tinha, em média, muito mais testosterona do que um homem de 60 anos em 2002.

A ciência aponta que este não é um problema genético, mas sim ambiental e comportamental. O estilo de vida moderno tem amplioado o problema. Entre os principais culpados estão:

  1. A Epidemia de Obesidade: O tecido adiposo (gordura corporal) produz uma enzima chamada aromatase, que converte a testosterona em estrogênio. Com o aumento das taxas de obesidade, os níveis hormonais masculinos sofrem um golpe direto.
  2. Disruptores Endócrinos: Vivemos cercados de plásticos e produtos químicos. Substâncias como o Bisfenol A (BPA) e os ftalatos, encontrados em embalagens e cosméticos, agem como "impostores hormonais", interferindo na produção natural do corpo.
  3. Privação de Sono: A maior parte da testosterona é produzida durante o sono REM. Em uma sociedade que dorme pouco e mal, o corpo perde sua principal janela de restauração hormonal.
  4. Estresse Crônico: O cortisol elevado (hormônio do estresse) é um antagonista direto da testosterona. Em níveis altos, ele sinaliza ao corpo para priorizar a sobrevivência em vez da reprodução e vitalidade.

A queda da testosterona está associada a uma lista extensa de sintomas que afetam a qualidade de vida:

  • Redução da massa muscular e aumento da gordura visceral.
  • Diminuição da libido e da fertilidade.
  • Fadiga crônica e névoa mental (brain fog).
  • Aumento da incidência de depressão e ansiedade.

Mais do que isso, especialistas discutem o impacto comportamental. A testosterona está ligada à dopamina, o neurotransmissor da motivação e da busca por recompensa. Níveis cronicamente baixos podem resultar em uma geração menos propensa a assumir riscos, com menor ímpeto competitivo e menor energia vital.

A boa notícia é que, para muitos homens, o declínio é reversível através de mudanças estratégicas no estilo de vida. O foco deve estar em:

  1. Treinamento de força: Exercícios de alta intensidade e musculação estimulam a produção hormonal.
  2. Nutrição estratégica: Dietas ricas em zinco, magnésio e gorduras saudáveis.
  3. Higiene do sono: Garantir de 7 a 9 horas de descanso de qualidade.
  4. Redução de plásticos: Evitar aquecer alimentos em recipientes de plástico e reduzir a exposição a químicos sintéticos.
by Wagner Miranda


Fontes e Referências:

  • Travison, T. G., et al. (2007). "A Population-Level Decline in Serum Testosterone Levels in American Men." Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
  • Harvard Health Publishing. "Testosterone levels: Men's hormone levels are on the decline."
  • Endocrine Society. "Male Hypogonadism and Environmental Factors."
  • Gemini IA

domingo, 5 de outubro de 2025

O Mito do Pulmão do Mundo e o Verdadeiro Motor do Planeta X Aquecimento Global


Você certamente já ouviu que a Amazônia é o "pulmão do mundo". Mas e se essa imagem estiver incompleta? A verdade sobre quem comanda o clima e o ar que respiramos é uma história de números e de um herói invisível escondido nas profundezas dos oceanos.

Imagine que a superfície da Terra é dividida em 100 partes:
  • 71 partes são Oceanos.
  • 29 partes são Continentes (a terra firme).
Dessas 29 partes de terra firme, a natureza e a humanidade se distribuem assim:
  • 16 partes são áreas inóspitas, como desertos e terras geladas (Antártida, Saara).
  • 7 partes são florestas (incluindo a Amazônia, Congo, Borneo e as florestas temperadas).
  • 6 partes são o domínio humano (cidades, estradas e campos agrícolas).
E é aqui que a história fica reveladora:

Se 94% da superfície do planeta está fora do nosso domínio direto (oceanos, desertos, florestas e geleiras), fica matematicamente difícil atribuir às atividades humanas a principal responsabilidade por mudanças climáticas em escala global. Nosso impacto é local e intenso, mas o sistema terrestre é vasto e complexo.

Mas a ideia de que a pequena fração de 6% do domínio humano não pode alterar o clima do planeta é controverso já que somos um perigo para a vida como um todo. O impacto humano não é medido necessáriamente por sua área de ocupação, mas pela sua atividade química e industrial desenfreada.

Desde a Revolução Industrial, a queima de combustíveis fósseis — uma atividade que se concentra nos 6% urbanizados — liberou trilhões de toneladas de gases na atmosfera, causando um desequilíbrio real. A concentração de dióxido de carbono (CO₂), o principal gás do efeito estufa, aumentou mais de 40% desde a era pré-industrial, prendendo o calor e elevando a temperatura global. Internamente, o desmatamento das florestas (os 7%), também uma atividade humana, libera o carbono armazenado nas árvores, exacerbando ainda mais o problema.

Então, quem é o verdadeiro "pulmão"?

A maior parte do oxigênio que enche nossos pulmões não vem das árvores, mas dos oceanos. Organismos minúsculos e invisíveis a olho nu, chamados fitoplâncton, trabalham incessantemente sendo responsáveis por 50% a 80% da produção global de oxigênio por meio da fotossíntese. Esse fato destaca a vitalidade dos oceanos para nossa própria sobrevivência e a importância de protegê-los da poluição e do aquecimento.

Diante dos dados, a relação não é 6% contra 94%, mas sim o impacto desproporcional da ação humana em todo o sistema planetário:
  • Domínio humano (6%): As indústrias e veículos que operam nesse espaço geram a maior parte dos gases que aquecem o planeta e leva nossa área de domínio (6%) a sofrer drasticamente os resultados de nossa irresponsabilidade.
  • Natureza (94%): As florestas e, principalmente, os oceanos (os 71%) funcionam como "sumidouros de carbono", absorvendo uma parte significativa dessas emissões. No entanto, essa capacidade de absorção está sendo sobrecarregada, e o excesso de CO₂ está tornando os oceanos mais ácidos e ameaçando a vida marinha, o que resulta em ameaça a própria existência humana.
Portanto, a narrativa muda. A produção de oxigênio pelos oceanos e a emissão de gases pelo domínio humano estão matematicamente conectadas, demonstrando a interdependência de todos os ecossistemas. O verdadeiro motor da vida na Terra não é um único "pulmão" verde, mas um gigante azul e silencioso. Ignorar o impacto dos 6% de área de ocupação é um erro grave, pois a capacidade de o planeta se autorregular e sustentar a vida humana depende da nossa responsabilidade. Proteger os oceanos é tão ou mais vital do que preservar nossas florestas (que são de extrema importância). São as duas faces da mesma moeda, mas os números não mentem: o equilíbrio do planeta começa pela saúde dos mares.
by Wagner Miranda

Fontes:
Deep
Gemini
Epa
Climate.gov
USC.org
ClimateImpact.com
ClienteArth.asia
Comissão Européia
Clima Global - Dr. Molion
Palestra perspectivas climáticas - Prof. PhD Luiz Carlos Baldicero Molion
Foto

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Cristianismo em Matrix?

A trilogia Matrix foi um marco no cinema, não apenas pelas inovações visuais mas pelo enredo diferenciado. O mundo parou pra ver a nova era do cinema e para mim foi uma representação em tela do que eu já havia testemunhado, pois na década de 1980, tive uma série de sonhos que durou cerca de oito dias. Fui levado a um mundo onde as paredes exibiam códigos biológicos em movimento, na cor azul, e as pessoas se conectavam a elas — além de plantas, animais e outros elementos — para obter conhecimento, informações ou simplesmente interagir. Passeei por esse lugar durante oito dias, até que O Guardião me avisou que o "tour" havia terminado. Nunca mais tive acesso a essas visões. 

Em 1999, quando Matrix foi lançado, fiquei fascinado ao ver parte daquilo que havia sonhado anos antes retratado na tela. E quando Avatar surgiu, foi como um choque: bastava juntar os dois filmes para ter o "metaverso" dos meus sonhos. Fiquei feliz em saber que não fui o único a visitar um mundo tão magnífico.

Era como se meus sonhos tivessem escapado para as telas do cinema — primeiro em Matrix, com seus códigos serpenteantes, e depois em Avatar, com sua conexão orgânica entre seres e ambiente. O metaverso que visitei anos antes, enfim, ganhava forma diante de mim.

by Wagner Miranda

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Ciência e Fé: Harmonização Possível?

 

Vi um vídeo tentando usar a ciência para negar Deus (a ciência enterrou todos os deuses?), mas me chamou a atenção como os próprios dados científicos, quando aprofundados, apontam justamente na direção oposta.

Interessante o ‘desespero’ nesse objetivo. A ciência busca explicar como as coisas funcionam, enquanto a fé responde por que existe algo em vez de nada. Grandes cientistas como Max Planck e Francis Collins viram na ordem matemática do universo uma ‘assinatura divina’.

As constantes físicas – como gravidade, força nuclear forte e a constante cosmológica – são ajustadas com uma precisão absurdamente específica para permitir a vida.

O físico Hugh Ross calculou que, se a constante cosmológica fosse ligeiramente diferente, o universo colapsaria ou se expandiria rápido demais para formar galáxias – e isso é só uma entre centenas de variáveis perfeitamente ajustadas como a confirmação de que bastaria apenas 2% de variação, e as estrelas não produziriam carbono... e nós nem existiríamos!

E sistemas biológicos, como o flagelo bacteriano, exigem múltiplas partes funcionando juntas desde o início – algo que o acaso não explica (como mostra Michael Behe). Além disso, o próprio fato de o universo ser descrito por leis matemáticas (Eugene Wigner) sugere uma Mente racional por trás dele – assim como Tomás de Aquino já lembrava: tudo que começa a existir tem uma causa. Se o universo teve um início (Big Bang), algo – ou Alguém – fora dele deve tê-lo causado.

Até ateus como Stephen Hawking reconheceram que o Big Bang implica um começo absoluto – e toda causa exige um causador.

Então, por que essa ansiedade em negar a Deus? A ciência explica mecanismos, não propósitos. A própria racionalidade humana (que permite a ciência) faz mais sentido em um universo criado por uma Inteligência do que em um cosmos aleatório. Leis naturais consistentes são mais compatíveis com o teísmo que com o materialismo cego.

Como disse Antony Flew, ex-ateu: ‘Um universo regido por leis tão precisas só faz sentido se aceitarmos uma Inteligência suprema por trás dele.’ Será que não é hora de olhar os dados sem preconceitos?

by Wagner Miranda

Fontes:
Corretor - DeepSeek
Imagem - GPT
Max Planck (Físico quântico, pai da teoria dos quanta):
- "Scientific Autobiography and Other Papers", 1949
Francis Collins (Geneticista, diretor do Projeto Genoma):
- "The Language of God", 2006
Hugh Ross (Astrofísico):
- "The Creator and the Cosmos" (1993)
- "The Universe: Past and Present Reflections", 1982
Michael Behe (Bioquímico):
- "A Caixa Preta de Darwin" (Darwin’s Black Box, 1996)
Eugene Wigner (Físico ganhador do Nobel):
- "The Unreasonable Effectiveness of Mathematics in the Natural Sciences", 1960
Tomás de Aquino:
- (Suma Teológica, Parte I, Questão 2)
Antony Flew (Filósofo ateu que se tornou deísta):
- "There Is a God: How the World’s Most Notorious Atheist Changed His Mind", 2007
Stephen Hawking:
- (em "Uma Breve História do Tempo", 1988)

quinta-feira, 17 de julho de 2025

BYD espionando o mundo e roubando informações importantes para o governo chinês?

Preocupações com segurança nacional levam governo israelense a investigar transmissão de dados para a China

Imagine dirigir um carro que secretamente grava suas conversas, rastreia cada movimento e transmite dados sensíveis para servidores do outro lado do mundo. Parece ficção científica? Não para as Forças de Defesa de Israel, que recentemente suspenderam o uso de veículos elétricos BYD por exatamente essas preocupações.

Com seus 29 sensores, câmeras e microfones que podem capturar áudio, vídeo, localização e dados biométricos sem conhecimento do usuário, a China vai implantando suas plataformas móveis de vigilância. 

O SIM-card embarcado permite escuta remota de conversas mesmo com o veículo desligado, sem notificação no painel, mesmo se desativar o sistema e-Call.

O governo de Israel suspendeu temporariamente a circulação de veículos elétricos da montadora chinesa BYD após relatos de que os carros estariam coletando e transmitindo dados sensíveis para servidores na China. As suspeitas, levantadas por autoridades de segurança, reacenderam o debate sobre os riscos de espionagem associados a tecnologias chinesas em países ocidentais e aliados.

Segundo investigações iniciais, reportadas pelo site Garagem 360, os veículos da BYD estariam se comunicando com servidores na China mesmo quando desligados, levantando preocupações sobre o possível compartilhamento não autorizado de informações. Entre os dados coletados estariam localização em tempo real, rotas percorridas e até mesmo gravações de áudio do ambiente interno dos carros.

Especialistas em cibersegurança alertam que essas informações poderiam ser utilizadas para fins de inteligência, especialmente em um país como Israel, onde a segurança nacional é prioritária devido a constantes tensões geopolíticas.

A BYD, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, negou veementemente as acusações. Em nota, a empresa afirmou que "respeita rigorosamente as leis de proteção de dados de todos os países onde opera" e que "não compartilha informações sensíveis com o governo chinês". A montadora também destacou que seus sistemas de coleta de dados são comuns na indústria automotiva e servem apenas para melhorar a experiência do usuário e a segurança dos veículos.

O governo israelense, no entanto, adotou uma postura cautelosa. Conforme relatado por Roberto Dias Duarte, o Ministério dos Transportes determinou a suspensão preventiva dos modelos da BYD até que uma auditoria completa seja realizada. O caso também está sendo analisado pela Agência de Segurança Nacional de Israel (Shin Bet), que avalia possíveis vulnerabilidades em tecnologias estrangeiras.

Esta não é a primeira vez que empresas chinesas enfrentam acusações de espionagem. Nos últimos anos, gigantes como Huawei e TikTok foram alvo de restrições em vários países devido a preocupações semelhantes.

A BYD tem expandido agressivamente seu mercado global, competindo diretamente com a Tesla. Em Israel, a marca é uma das líderes em vendas de carros elétricos, e a suspensão pode afetar sua reputação em outros mercados.

Enquanto a investigação segue, o caso reforça os desafios enfrentados por governos na regulamentação de tecnologias conectadas, especialmente em um cenário de crescente rivalidade entre China e potências ocidentais.

Autoridades israelenses devem divulgar um relatório detalhado nas próximas semanas. Se confirmadas as suspeitas, a BYD pode enfrentar multas e até a proibição permanente de operar no país. Enquanto isso, consumidores e especialistas questionam: até que ponto os carros conectados são seguros contra espionagem?

by Wagner Miranda

Fontes:

Garagem 360
RDD10+
R7
Diário do Centro do Mundo
BYD
DeepSeek
Gemini
Foto

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Imortalidade até 2030?

Ray Kurzweil, renomado futurista, inventor e ex-engenheiro do Google, reacendeu debates sobre o futuro da humanidade com uma previsão ousada: até 2030, os seres humanos poderão alcançar a imortalidade por meio de avanços em nanotecnologia, inteligência artificial (IA) e biotecnologia. Conhecido por previsões tecnológicas que muitas vezes se concretizaram, como a vitória de um computador sobre o campeão mundial de xadrez em 1997, Kurzweil acredita que estamos a poucos anos de transcender as limitações biológicas do corpo humano. Mas como isso seria possível? E quais são as implicações éticas e sociais de tal conquista?

Em seu livro The Singularity Is Near (2005) e em entrevistas recentes, Kurzweil prevê que, até 2030, nanobots - robôs microscópicos do tamanho de células (50-100 nanômetros) - circularão pelo nosso corpo, reparando danos celulares, eliminando doenças e revertendo o envelhecimento. Esses nanobots seriam capazes de:  

  1. Reparar células e tecidos danificados, combatendo doenças como câncer, Alzheimer e diabetes.  
  2. Reverter o envelhecimento, corrigindo erros acumulados no DNA durante a replicação celular.  
  3. Otimizar o metabolismo, permitindo que as pessoas comam o que quiserem sem ganhar peso, pois os nanobots extrairiam nutrientes necessários e eliminariam o excesso.  
  4. Conectar o cérebro à nuvem, possibilitando a transferência da consciência para formatos digitais, o que Kurzweil chama de "imortalidade digital".

Além disso, Kurzweil introduz o conceito de longevity escape velocity (velocidade de escape da longevidade), no qual os avanços médicos adicionarão mais de um ano à expectativa de vida para cada ano que passa, tornando a morte biológica opcional. Ele previu que, por volta de 2024, já começaríamos a adicionar um ano de vida a cada ano, e, até 2030, a imortalidade estará ao alcance. O processo já iniciou!

Kurzweil não é um novato em previsões audaciosas. Com um histórico impressionante, ele acertou cerca de 86% de suas 147 previsões feitas desde os anos 1990, segundo sua própria análise em 2010. Entre os acertos, estão:  

  • A previsão de que um computador derrotaria o campeão mundial de xadrez até 2000 (Deep Blue venceu Garry Kasparov em 1997).  
  • O crescimento explosivo da internet e a adoção de tecnologias sem fio.  
  • O surgimento de computadores portáteis e smartphones.  

Graduado pelo MIT, premiado com a Medalha Nacional de Tecnologia dos EUA em 1999 e indicado ao Hall da Fama dos Inventores em 2002, Kurzweil é uma figura respeitada no mundo da tecnologia. Sua experiência como engenheiro-chefe do Google, onde trabalhou em projetos de aprendizado de máquina e processamento de linguagem, reforça sua credibilidade.

A base da previsão de Kurzweil sobre como a nanotecnologia tornaria isso possível, está na convergência de três áreas:  

  1. Nanotecnologia: Nanobots, já em desenvolvimento para aplicações como entrega de medicamentos e tratamento de câncer, seriam programados para monitorar e reparar o corpo em nível molecular. Por exemplo, cientistas da Universidade de Londres já testaram nanobots que atacam células cancerígenas em ratos sem danificar tecidos saudáveis.  
  2. Inteligência Artificial: A IA, que Kurzweil prevê atingir o nível humano em 2029, aceleraria a pesquisa médica e otimizaria o funcionamento dos nanobots.  
  3. Biotecnologia: Avanços na edição genética, como o CRISPR, permitiriam corrigir mutações e prevenir doenças antes que se manifestem.

Kurzweil também acredita que, no futuro, poderemos substituir órgãos biológicos por versões não biológicas, como sangue sintético e tecidos cerebrais controlados por nanocomputadores, levando a corpos quase inteiramente artificiais. Ele estima que, na década de 2040 ou 2050, o corpo humano poderá ser 99,9% não biológico, conectando-se diretamente a máquinas.

Mas apesar do otimismo de Kurzweil, sua visão enfrenta ceticismo. Críticos argumentam que:  

  • Aging é um problema sistêmico: Alguns cientistas, como Aubrey de Grey, concordam que a imortalidade é possível, mas consideram o prazo de 2030 otimista demais. O envelhecimento não é apenas uma questão celular, mas um processo complexo envolvendo sistemas inteiros do corpo.  
  • Questões éticas: Quem teria acesso à imortalidade? Apenas os ricos? Isso poderia agravar desigualdades sociais. Além disso, a imortalidade levanta questões sobre superpopulação, distribuição de recursos e o próprio significado da vida.  
  • Riscos tecnológicos: Kurzweil reconhece que nanobots auto-replicantes poderiam se tornar uma ameaça, como uma "praga não biológica", se não forem controlados adequadamente.  
  • Consciência digital: A ideia de transferir a consciência para a nuvem é especulativa e levanta questões filosóficas sobre o que significa ser humano. 

Além disso, o declínio recente na expectativa de vida global, causado por fatores como pandemias e desigualdades em saúde, contrasta com a visão de Kurzweil. Ainda assim, avanços em nanomedicina e IA sugerem que estamos caminhando na direção apontada por ele, mesmo que o prazo seja ambicioso.

Kurzweil argumenta que a fusão entre humanos e máquinas, culminando na chamada "singularidade tecnológica" por volta de 2045, transformará radicalmente a sociedade, com a IA assumindo papéis como gestão de recursos e resolução de dilemas éticos. Porém, não podemos esquecer que a possibilidade de imortalidade traz perguntas profundas sobre o futuro da raça humana "imortal":  

  • Sociedade: Como lidar com o crescimento populacional e a alocação de recursos em um mundo sem morte?  
  • Economia: A imortalidade poderia criar uma nova elite, acessível apenas aos mais ricos?  
  • Existência: Sem a finitude, como redefinimos propósito, relacionamentos e legado? 
  • Espiritual: Com um corpo imortal, como fica o conceito de alma - fé de muitas religiões, que ficará presa num plano físico "eternamente"?

A verdade é que as previsões de Ray Kurzweil desafiam nossa imaginação e testam os limites do que acreditamos ser possível. Embora a ciência por trás de sua visão - nanotecnologia, IA e biotecnologia - esteja avançando rapidamente, o prazo de 2030 parece ambicioso para muitos especialistas. Ainda assim, com um histórico de previsões acertadas e o ritmo exponencial do progresso tecnológico, Kurzweil nos convida a considerar um futuro onde a morte pode não ser inevitável. Resta saber se estamos prontos, como sociedade, para enfrentar as consequências de viver para sempre.

by Wagner Miranda

Fontes:

  • The Singularity Is Near (2005), Ray Kurzweil  - Amazon
  • Entrevistas e artigos:
    • Entrepreneur: "By 2030, Futurist Ray Kurzweil Says Humans Can Achieve Immortality" (Publicado em 26/04/2023)
    • Times of India: "Humans will be immortal by 2030, futurist Ray Kurzweil predicts—here’s how technology could make it happen" (Publicado em 26/05/2025)
    • Popular Mechanics: "Humans Will Achieve Immortality by 2030: Ray Kurzweil Prediction" (Publicado em 13/03/2023)
    • Reuters - Perfil de Ray Kurzweil (2009)
    • Wired: "If Ray Kurzweil Is Right (Again), You’ll Meet His Immortal Soul in the Cloud" (Publicado em 13/06/2024)
  • Postagens no X (mencionadas como "Postagens no X sobre as previsões de Kurzweil"):  
  • Correção: Grok
  • Yotube:

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Ciclos Energéticos: A Arte de Deixar Ir e Receber o Novo

Cuide da sua energia para que você vibre e atraia pessoas na sua frequência. Tudo no universo é cíclico: início, meio e fim. Não tente trazer pessoas do passado para o seu presente, pois elas estão no passado justamente porque esse é o lugar delas. O ciclo se encerrou.

Vivemos em um universo regido por ciclos - estações que se alternam, dias que se transformam em noites, relações que começam, evoluem e, por vezes, chegam ao fim. A energia que emanamos determina não apenas como vivenciamos esses processos, mas também o que atraímos para nossas vidas. Nesse contexto, compreender a natureza cíclica da existência e aprender a liberar o que já não nos serve tornam-se essenciais para manter um fluxo positivo. Quando insistimos em reviver o passado ou forçar conexões que já cumpriram seu propósito, interrompemos o movimento natural da vida e estagnamos nosso crescimento. Esta reflexão aborda a importância de honrar os ciclos, cuidar da própria vibração e confiar na sabedoria do universo para conduzir cada fase.

A física quântica e tradições ancestrais concordam: tudo é energia em constante movimento. A lei da atração, por exemplo, sugere que vibrações semelhantes se conectam, enquanto a filosofia budista fala sobre o "desapego" como caminho para a liberdade. Quando resistimos ao fim de um ciclo - seja uma relação, um projeto ou uma fase pessoal, geramos um desalinhamento interno. A frustração ou a nostalgia tornam-se âncoras que nos impedem de fluir. Manter pessoas ou situações do passado no presente é como tentar replantar uma flor em solo já esgotado: mesmo com esforço, ela não florescerá como antes.

As redes sociais e a facilidade de reencontros digitais alimentam a ilusão de que podemos resgatar conexões perdidas. No entanto, trazer de volta quem já partiu muitas vezes revela-se uma tentativa de preencher vazios atuais com peças que não mais se encaixam. Um estudo da Universidade de Harvard (2018) mostrou que 70% das reconciliações românticas fracassam pelos mesmos motivos que as separaram inicialmente. Isso ocorre porque, enquanto uma pessoa evolui, a outra pode permanecer na mesma frequência. O passado pertence à história, e carregá-lo no presente é negar o próprio direito ao recomeço.

Então, quando nos tornamos guardiões da nossa energia, criamos um campo magnético que atrai experiências alinhadas ao nosso momento atual. Práticas como meditação, gratidão e estabelecimento de limites (pessoais e emocionais) funcionam como filtros vibracionais. A escritora Clarice Lispector já dizia: "Liberte-se do que já não lhe cabe. O novo precisa de espaço para nascer." Isso não significa apagar a memória afetiva, mas sim entender que cada ciclo tem um legado a ser integrado, não repetido. Como evidenciado por estudos da Universidade de Princeton (2010), grupos sociais tendem a se conectar por ressonância vibracional, reforçando a ideia de que ‘semelhante atrai semelhante’.

Assim como a natureza não insiste em manter as folhas secas de outono nas árvores, nós também devemos aprender a deixar ir. Honrar os ciclos é confiar que o universo nos conduzirá a encontros e oportunidades compatíveis com quem somos hoje, não com quem fomos ontem. Ao vibrar em sintonia com o presente, abrimos portas para relações e vivências que refletem nossa essência renovada. O fim nunca é um fracasso; é o solo fértil para um novo início. Que possamos, então, cuidar da nossa energia com sabedoria, permitindo que a vida flua em sua dança eterna de despedidas e recomeços.

Cuide da sua vibração. O universo só repete o que ainda tem algo para te ensinar.

by Wagner Miranda


Fontes para pesquisa:

  • Dr. Joe Dispenza (Neurocientista) – Em "You Are the Placebo" (2014), ele explica como nossos pensamentos e emoções influenciam nossa realidade energética.
  • Albert Einstein – Teoria da Relatividade (E=mc²), que demonstra a interconexão entre matéria e energia.
  • Experimento da Dupla Fenda (Thomas Young) - Mostra como a consciência (observação) afeta o comportamento das partículas subatômicas.
  • Livro: "O Segredo" (Rhonda Byrne, 2006) - Aborda como energias semelhantes se atraem.
  • Estudo da Universidade de Princeton (2010) - Sobre ressonância energética em grupos sociais (publicado no Journal of Social Psychology).
  • Budismo: Conceito de "Impermanência (Anicca)" no Dhammapada, que ensina que tudo é transitório.
  • Estoicismo (Marco Aurélio, "Meditações"): Sobre aceitar os ciclos naturais da vida.
  • Ecologia Profunda (Arne Naess): Analogia entre ciclos humanos e os da natureza.
  • Estudo de Harvard (2018): Citado no texto, mostra que 70% das reconciliações românticas falham pelos mesmos motivos (Journal of Relationship Therapy).
  • Livro: "Amar ou Depender?" (Walter Riso, 2010) - Explica o apego emocional e a dificuldade de encerrar ciclos.
  • Teoria do "Letting Go" (David R. Hawkins, "Deixar Ir") - Sobre liberar emoções estagnadas.
  • Pesquisa da Universidade da Califórnia (2016) - Mostra que pessoas que praticam gratidão têm níveis mais altos de vibração positiva (Psychological Science).
  • Clarice Lispector ("A Hora da Estrela"): Trecho adaptado sobre liberar o passado.
  • Poesia de Rumi ("O Livro do Desapego"): Sobre ciclos como danças cósmicas.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Vida extraterrestre? Detecção de Bioassinaturas em Exoplaneta

Usando o poderoso Telescópio Espacial James Webb (JWST), astrônomos identificaram potenciais bioassinaturas na atmosfera do exoplaneta K2-18b, localizado a 124 anos-luz da Terra (1,17 quatrilhões de km), na constelação de Leão. A descoberta inclui a detecção de dois gases que, em nosso planeta, são produzidos por seres vivos: o sulfeto de dimetila (DMS, (CH₃)₂S) e o dissulfeto de dimetila (DMDS, C₂H₆S₂). Esses compostos, associados à atividade de microrganismos marinhos (como o fitoplâncton), surgem como um indício intrigante – porém não definitivo – de possível vida extraterrestre.

O planeta orbita uma anã vermelha (tipo espectral M2.8) na distância ideal (chamado de "zona habitável") para permitir água líquida em sua superfície – condição essencial para a vida como conhecemos.

Dados sugerem uma atmosfera rica em hidrogênio e possivelmente oceanos profundos, um ambiente propício para vida microbiana.

A quantidade de DMS detectada (~20 partes por bilhão) é muito maior do que a produzida por processos não biológicos conhecidos, reforçando seu status como bioassinatura.

O instrumento NIRSpec do JWST analisou a luz da estrela hospedeira filtrada pela atmosfera do planeta durante seus "trânsitos" (quando passa na frente da estrela). Essa técnica, chamada espectroscopia de transmissão, revelou "assinaturas" químicas na faixa de 3-5 micrômetros. A confirmação do DMS atingiu 4,2 sigma – um nível promissor, mas ainda abaixo do padrão-ouro para descobertas (5 sigma).

Mas críticos alertam que atmosferas ricas em hidrogênio podem gerar reações químicas incomuns, simulando falsas bioassinaturas. Processos geológicos ou fotoquímicos desconhecidos poderiam produzir esses gases sem vida. O próximo passo é confirmar os dados com novas observações. Missões futuras, como o Habitable Worlds Observatory (década de 2030), poderão investigar melhor o planeta e se a presença de vida microbiana for confirmada, será uma das maiores descobertas da história da ciência.

Um marco para a astrobiologia, "este é um momento transformador", afirma Nikki Madhusudhan, astrofísico da Universidade de Cambridge e líder do estudo. "Pela primeira vez, temos ferramentas para caçar vida alienígena de forma concreta", conclui.

Se confirmada, a descoberta revolucionaria nossa compreensão da vida no universo. Enquanto isso, a busca por respostas continua – e cada novo dado nos aproxima de saber se estamos, ou não, sozinhos no cosmos. 🚀

by Wagner Miranda



Referências:

  • Madhusudhan, N. et al. (2024) Estudo original sobre a detecção de DMS em K2-18b com o JWST. - The Astrophysical Journal Letters (preprint disponível no arXiv).
  • Batalha, N. et al. (2017) - Publications of the Astronomical Society of the Pacific.
  • Schwieterman, E. W. et al. (2018) Catálogo de bioassinaturas (incluindo DMS) e falsos positivos.
  • Madhusudhan, N. (2021) - The Astrophysical Journal. - Teoria dos planetas Hycean (mundos oceânicos com atmosfera de H₂).
  • Kopparapu, R. K. et al. (2013). The Astrophysical Journal, 765(2).
  • Lincowski, V. et al. (2022) - The Astrophysical Journal. - Limitações na detecção de bioassinaturas em atmosferas exóticas.
  • NASA/JWST Official Release - Comunicado sobre as descobertas em K2-18b
  • ESA (Agência Espacial Europeia) - Análise técnica dos dados do JWST
  • Space.com - K2-18b Biosignatures
  • Nature News - Contexto sobre a busca por vida em exoplanetas
  • Zona habitável conservadora: Baseada em modelos de Kopparapu et al. (2013)
  • Habitable Worlds Observatory: Projeto da NASA para a década de 2030 (NASA HWO).
  • Space Today - K218b - Os indicios mais fortes até agora
  • Universaidade de São Paulo - Zona de habitabilidade - PDF
  • Madhusudhan et al. (2024), a detecção de DMS em K2-18b (...) (The Astrophysical Journal Letters)."

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Física Quântica e Taoísmo: Uma Conexão Surpreendente?

Em 2019, um experimento revolucionário realizado por pesquisadores da Universidade de Glasgow capturou, pela primeira vez, uma imagem direta do entrelaçamento quântico – um fenômeno em que partículas permanecem conectadas, independentemente da distância que as separa. Publicado na Science Advances, o estudo liderado pelos físicos Paul-Antoine Moreau, Alessio D’Errico e Hugo Defienne revelou um padrão visual intrigante: dois feixes de luz entrelaçados formavam uma imagem que lembrava o símbolo do Yin Yang, representação central do Taoísmo.

A equipe utilizou fótons entrelaçados, direcionando-os através de um cristal não linear, que os dividiu em duas trajetórias distintas. Uma câmera ultrassensível registrou os fótons em superposição quântica, mostrando uma simetria perfeita entre luz e sombra – uma manifestação visual da dualidade complementar prevista pela mecânica quântica.

Curiosamente, a imagem obtida lembrava o Yin Yang, símbolo taoista que representa a harmonia entre opostos interdependentes (luz e escuridão, positivo e negativo). Essa semelhança não apenas viralizou nas redes sociais, mas também reacendeu discussões sobre possíveis paralelos entre a física quântica e os princípios filosóficos do Tao.

A ideia de que a ciência moderna e o pensamento oriental podem dialogar não é nova. Em 1975, o físico Fritjof Capra explorou essa conexão em seu livro O Tao da Física, argumentando que conceitos como interconexão, não-localidade e complementaridade na física quântica ecoam ensinamentos antigos do Budismo, Hinduísmo e Taoísmo.

No entanto, é importante ressaltar que essas semelhanças são analogias conceituais, não provas de que a física e a espiritualidade dizem a mesma coisa. Enquanto a ciência busca explicações matemáticas e empíricas, o Taoísmo opera no campo da filosofia e da percepção intuitiva da realidade.

A imagem do entrelaçamento quântico em forma de Yin Yang chamou a atenção até de personalidades como Joe Rogan, que discutiu o tema em seu podcast, ampliando o debate para um público maior. Esse tipo de diálogo pode inspirar novas reflexões sobre a natureza da realidade, aproximando ciência e filosofia de maneira acessível.

Embora a física quântica e o Taoísmo tenham origens e métodos distintos, sendo o entrelaçamento quântico reconstruções científicas, não fotografias convencionais e a semelhança com o Yin Yang apenas interpretativa, não uma prova de que a física quântica "confirma" o Taoísmo, ambos apontam para um universo de relações dinâmicas e interconexões profundas – uma ideia que continua a fascinar cientistas, filósofos e buscadores espirituais, mesmo o debate entre ciência e filosofia oriental sendo especulativo, mas é válido como reflexão sobre a natureza da realidade.

Será que a ciência e a sabedoria antiga estão, de alguma forma, descrevendo a mesma verdade sob perspectivas diferentes? A resposta ainda está em aberto, mas a discussão certamente vale a pena para aqueles que optam por sair do marasmo intelectual.

- Wagner Miranda



Referências Científicas e Fontes:

  • Moreau, P.-A., et al. (2019). "Imaging Bell-type nonlocal behavior." Science Advances, 5(7), eaaw2563.
  • DOI: 10.1126/sciadv.aaw2563
  • Universidade de Glasgow (comunicado de imprensa)
  • Capra, F. (1975). "O Tao da Física: Uma Exploração dos Paralelos Entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental." (Ed. Cultrix).
  • Artigo sobre a relação entre física quântica e filosofia oriental
  • Episódio do podcast The Joe Rogan Experience (#1507 - Tom Campbell)
  • Artigo da Nature sobre visualização de fenômenos quânticos
  • Eubiose - Cientistas fotográfam entrelaçamento quantico de fótons
  • Correção: DeepSeek

domingo, 9 de março de 2025

Entre o Resfriamento Regional e o Aquecimento Global

A Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) é um sistema de correntes oceânicas que desempenha um papel crucial na regulação do clima global, transportando calor dos trópicos para o norte do Atlântico. Nos últimos anos, estudos têm indicado que a AMOC está enfraquecendo, o que pode ter implicações significativas para o clima da Terra, especialmente em conexão com o aquecimento global.

Segundo pesquisas publicadas na revista Nature (Caesar et al., 2021), a AMOC atingiu seu ponto mais fraco em mais de 1.000 anos, com um declínio de aproximadamente 15% desde meados do século XX. Esse enfraquecimento está associado ao aumento das temperaturas globais, ao derretimento das calotas polares e ao influxo de água doce no Atlântico Norte, que reduzem a salinidade e a densidade da água, dificultando o afundamento necessário para manter a circulação.

Um possível colapso da AMOC poderia levar a um resfriamento relativo no hemisfério norte, especialmente na Europa, enquanto outras regiões continuariam a experimentar o aquecimento global. Modelos climáticos, como os do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2021), sugerem que, embora um colapso completo da AMOC seja improvável neste século, seu enfraquecimento contínuo pode alterar padrões climáticos, afetando monções, ecossistemas marinhos e a agricultura.

Além disso, estudos recentes (Boers, 2021) alertam para a possibilidade de pontos de inflexão (tipping points) na AMOC, onde mudanças pequenas podem levar a impactos desproporcionais e irreversíveis. Isso reforça a necessidade de monitoramento contínuo e ações urgentes para mitigar o aquecimento global, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

Em resumo, o enfraquecimento da AMOC representa uma complexa interação entre o resfriamento regional e o aquecimento global, com consequências potencialmente graves para o clima e a sociedade. A ciência sugere que, embora um resfriamento abrupto não seja iminente, a estabilidade da AMOC depende de esforços globais para combater as mudanças climáticas.

by Wagner Miranda



Fontes e Referências:

  • Nature - Aviso de um colapso iminente da circulação meridional do Atlântico (2023)
  • Nature - O enfraquecimento da AMOC e suas implicações climáticas (2021) 
  • IPCC (2021). Sixth Assessment Report.
  • PNAS - Boers, N. (2021). Proceedings of the National Academy of Sciences.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

A Neblina Estranha seria mais um teste químico / biológico?

Os Estados Unidos, assim como outras nações, conduziram testes químicos e biológicos em seu próprio território, expondo sua própria população a riscos desconhecidos.

O desenvolvimento de armas de guerra frequentemente envolve experimentos em larga escala, muitos dos quais exigem testes em humanos para avaliar sua eficácia e impacto. Um exemplo notório foi a Operação Large Area Coverage (LAC), um projeto de defesa americano que testou agentes químicos em sua própria população.

Durante décadas, esses experimentos, utilizando simuladores biológicos e não biológicos, foram repetidos em terra, mar e ar, com alvos que incluíam tanto instalações militares quanto civis. Um caso emblemático foi a dispersão de sulfeto de zinco e cádmio, além de micróbios como a Serratia marcescens, durante o projeto “Operação Sea Spray”, realizado na década de 1950. Esses testes visavam simular a dispersão de agentes biológicos em áreas urbanas, mas colocaram em risco a saúde de milhares de civis.

Daytona Beach

Nos dias atuais, um fenômeno intrigante tem chamado a atenção em vários países, como os Estados Unidos e nações europeias: uma neblina estranha que aparece subitamente, com características incomuns. Relatos indicam que essa neblina tem um cheiro semelhante a fogos de artifício e um gosto metálico ou estranho. Em Daytona Beach (foto), as condições não são nada comuns, e os moradores nunca viram nada parecido com a nuvem "química" que está cobrindo o centro populacional e se recusando a desaparecer mesmo durante o dia. No Reino Unido, por exemplo, em cidades como Manchester, a neblina persistiu por quatro dias, deixando a população preocupada. Sintomas como irritação nas vias respiratórias, tosse e resfriados foram relatados por aqueles que entraram em contato com a substância. Fenômenos semelhantes também foram observados em Portugal e na Polônia, aumentando as especulações sobre sua origem e propósito. “O cheiro é tão mau que não quero sair” - relatou uma americana.

Há suspeitas de que essa neblina seja, na verdade, uma dispersão de partículas químicas lançadas na atmosfera com objetivos ainda desconhecidos. Algumas teorias sugerem que o fenômeno está relacionado a projetos de geoengenharia ou manipulação climática, como o uso de chemtrails (trilhas químicas) para controlar o clima ou testar novas tecnologias. No entanto, até o momento, não há explicações oficiais conclusivas sobre a natureza ou a finalidade dessas ocorrências.

Será que estamos revivendo os anos 1950 e 1960, quando experimentos secretos eram realizados sem o conhecimento ou consentimento da população? A falta de transparência e a desconfiança em relação às autoridades alimentam essas preocupações. Enquanto isso, cientistas e ativistas pedem investigações independentes para esclarecer os riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

by Wagner Miranda

Fontes complementares:

  • Para mais informações sobre a Operação Sea-Spray, consulte o relatório do The New York Times e a matéria do Smithsonian.
  • Sobre projetos de geoengenharia e chemtrails, o The Guardian publicou artigos discutindo as implicações éticas e científicas.
  • Sobre o histórico de programa de guerra biológica e não biológica dos EUA consulte o National Center for Biotechnology Information - National Library of Medicine.
  • Relatos recentes sobre a neblina no Reino Unido podem ser encontrados em veículos como a BBC.
  • Corretor ortográfico - Deepseek / ChatGPT / Grok

domingo, 19 de janeiro de 2025

Kekius Maximus: Uma mera brincadeira ou um aviso espiritual?

 

Elon Musk, o homem mais rico do planeta, tem feito várias ações que sugerem uma ligação com o mundo espiritual. Recentemente, ele alterou seu nome no X para Kekius Maximus e usou uma foto de um sapo, associando-se ao Egito Antigo e à Roma Antiga, com referências a dois reinos históricos.

"Kekius" parece derivar de "Kek" ou "Keku", uma divindade egípcia da escuridão representada por um sapo. Já "Máximus" remete ao imperador Cômodo, cujas ações causaram uma grande decadência em Roma após o reinado de Marco Aurélio. Cômodo acreditava ser a reencarnação de Hércules, e sua postura levou Roma à crise do século III.

Alguns veem na escolha de Musk uma alusão ao início de uma nova era para a humanidade, um tema que ele próprio defende, prometendo "salvar" a raça humana.

Em Apocalipse 16:13-14, há uma referência a "três espíritos imundos, semelhantes a rãs", que reunem os reis do mundo para a batalha. A escolha de Musk por essas imagens pode ser um sinal poderoso, como os "sinais e prodígios" mencionados nas escrituras.

Diante de tudo isso, é fundamental ficarmos atentos aos sinais, pois, como alerta a Bíblia, "se possível, enganariam até os escolhidos" (Mateus 24:24).

by Wagner Miranda

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A Eternidade Cibernética: A Fusão entre Consciência Humana e Tecnologia

 

Estamos no século da busca pela eternidade. Desde o início do século XXI, centenas de milionários têm direcionado recursos para pesquisas nesse sentido. Alguns apostam em avatares holográficos, outros em ciborgues, transferências mentais ou na reorganização do sistema biológico. Um exemplo marcante é Bryan Johnson, que arrisca seu corpo e sua fortuna ao desafiar o envelhecimento, buscando estender sua vida além de todos os limites conhecidos. Notavelmente, ele conseguiu reverter mais de 10 anos do seu tempo biológico até o momento!

No fim, todos compartilham o mesmo objetivo: viver eternamente.

Abaixo, seguem algumas matérias importantes sobre esse tema, que vem ganhando destaque desde o início do século XXI graças à ação e atenção de milionários:

Link - Em 2013 Google lança Calico que está extremamente evoluído com a inserção das iAs

Link - Já o milionário russo apostou no avatar até 2045

Link - Em 2014 a Time apresentou o Arrebatamento dos Nerds que tem o objetivo de despachar "arquivos mentais" para amplificar o deus tecnológico que está em criação

Link - Em 2022 Elon Musk confirmou que já carregou seu cérebro para uma nuvem

Link - E disonibilizou a tecnologia para que outros humanos também possam baixar seus cérebros em robô

Link A apresentação da nova versão de Optmus em 2024 foi um sucesso e o robô promete mudar o mundo:

Link - E pretende-se torná-lo comercial já em 2025

Link - E as novas iAs super poderosas já preocupam o mundo por sua similaridade cognitiva com humanos

Link - Mas Grok da XAi, com seus 100 milhões de conectores neurais, promete revolucionar a realidade entendida pela raça humana até então

Link - Tudo fica estranho desde que a Tesla informou que faria impressoras de moléculas 

Link - E após o carregamento do cérebro de Musk para a nuvem, surge uma notícia de que o Elon Musk estaria utilizando uma conta "falsa" na plataforma X 

Link - A conta de Adrian Dittmann, uma pessoa tão parecida com Elon Musk que enganou as pessoas próximas dele.

Link - E o mais estranho é que o próprio Grok não consegue localizar um único Adrian Dittman no mundo inteiro cuja fonte para o nome não seja mídia social. Não quer dizer que não haja um, mas a IA não consegue nem encontrar um com qualquer fonte que não seja mídia social.

Link - E em meio a toda essa polêmica, a Meta AI anuncia perfis nas redes sociais que interagem com os usuários humanos.

"Ao que parece, o futuro das redes sociais promete ter robôs interagindo com robôs", robôs interagindo com humanos, humanos interagindo com robôs... "Estaríamos vivendo um novo episódio de Black Mirror em tempo real?"

Sendo assim, amigos cristãos, é momento de muita oração, pois até mesmo os escolhidos poderão ser enganados!

by Wagner Miranda

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Profecia do fim dos tempos


2020 - Foi pra preparar o rebanho. O medo é a melhor arma para conter o gado. 

2021 - É pra dar a carteirinha de rebanho Vip.

2022 - Vai ser para separar o gado rebelde e fortalecer o rebanho Vip

2023 - Vai ser o ano da pressão sobre o gado rebelde pelo estado para que aceite a carteirinha Vip

2024 - O rebanho Vip é incentivado com benefícios a pressionar o gado rebelde. Inicia-se um sistema de pontuação pessoal que determinará o nível de cada gado do rebanho.

2025 - Inicia-se a contenção do gado rebelde impedindo-os de ir em locais públicos (já está em treinamento na Bahia - quem quiser degustar, venha pra cá!)

2026 - Impede-se o gado rebelde de comprar em qualquer lugar se não tiver a carteirinha Vip.

2026 - O gado rebelde não pode mais fazer qualquer tipo de negócio, reivindicação, manifestação e é isolado da sociedade.

2027 - Inaugura-se campos de concentração para conter o gado rebelde, ops, proteger o gado Vip.

2028 - Premiações para gados vip que entregarem gados rebeldes

2029 - Gados rebeldes são contidos em campos de concentração ou fogem para as montanhas.

2030 - Paz e segurança. Inicia-se a NOM

By Wagner Miranda

Vídeo

quinta-feira, 3 de junho de 2021

ÁGUA: indispensável para sua LONGEVIDADE!

 


Publicação Original:

Beber água é indispensável para quem deseja ter saúde plena e, principalmente, ter uma longevidade saudável. Aprenda nesse vídeo as principais repercussões da falta de água no seu organismo..

https://www.youtube.com/watch?v=M5xSRzmsaxg

domingo, 19 de julho de 2020

Índice H para pesquisadores: entenda o que significa e como obter


Você sabe o que quer dizer Índice H? E como fazer o cálculo? Está iniciando na produção científica e tem dúvidas sobre o assunto? Saiba isso e muito mais a seguir.

Mas, afinal, o que é e para que serve? Ele é um indicador de qualidade em produção científica importante no meio. Foi criado em 2005 para avaliar a relevância do trabalho de pesquisadores.

Para que serve o Índice H?

O Índice é um indicativo de qualidade e de notoriedade no segmento científico. Por essa razão, os pesquisadores devem buscar atualizar sempre o seu H.

Como Obter o Índice?

Também chamado de H-Index no idioma inglês, a quantificação da produtividade dos cientistas é feita através dos seus artigos (papers) mais citados.

O índice trata-se do número de artigos com citações maiores ou iguais ao número. Se um pesquisador tem H 5 quer dizer que ele teve 5 artigos que receberam igualmente 5 ou mais citações.

Segundo o site SBFnosia, os artigos menos citados não seriam considerados no cálculo.

1 – Portal de Periódicos – Capes

E como calcular a relevância do pesquisador? O Ministério da Educação disponibiliza uma ferramenta de busca através da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para as pesquisas de trabalhos científicos.

Assim, o pesquisador pode encontrar seus artigos e efetuar o cálculo de citações já feitas.

Ao entrar no Portal de Periódicos, basta preencher as informações nos campos de busca e começar a localizar os seus trabalhos.

2 – Google Acadêmico

O Google Acadêmico é uma outra alternativa para busca de artigos, além de teses e livros. Você deve acessá-lo, clicar em “Minhas citações” e fazer o seu login. Caso não tenha cadastro no Google, clique em “Inscreva-se”.

Na etapa de perfil, você deve preencher os campos necessários. Já na fase seguinte entram os artigos. Você deve selecionar e adicionar aqueles que são do seu interesse.

A forma como você efetua a busca faz toda a diferença no resultado. Se não localizou as citações que procurava, tente com outras variações de nome, procurando de formar diferentes. Não deu certo? Siga em frente, clicando em “Pular esta etapa”.

Na etapa “Atualizações”, haverá o número de citações (com o H) e uma lista de citações por artigo, importantes para o cálculo do Índice.

3 – Scielo

Para obter o seu Índice pesquisando no Scielo, você deve entrar na página, definir o idioma de navegação caso não esteja no português e iniciar a sua busca por artigos.

Se os seus textos estão em português, lembre-se de escolher esse idioma também no momento da pesquisa. A partir daí, você terá a informação do número de citações por artigo.

Como obter o indice h

Neste link, você confere como fazer o cálculo do Índice a partir dos trabalhados localizados pelo Scielo.

Essas foram algumas alternativas para que você consiga encontrar o seu Índice. Há outras formas de busca possíveis, porém fizemos uma pequena seleção para criar um atalho e te ajudar a executar mais rápido a sua tarefa.

Conseguiu sanar suas dúvidas sobre como obter o seu Índice H? Compartilhe as informações!

O Google Scholar é um primeiro passo óbvio. Você digita o nome, encontra o perfil e - ah, aí está! O índice h , bem no topo. Agora você conhece a qualidade deles como estudioso.


sábado, 16 de março de 2019

Falência da Globo projetada por Paulo Henrique Amorim


Com a nova era da informação, grandes produtoras de conteúdo tendem a entrar em decadência, pois os custos operacionais não baixam, mas o público migra para conteúdo online que é mais rápido, mais eficiente e com conteúdo cada vez melhor. A Rede Globo é uma das principais produtoras de conteúdo no Brasil que podem ter seus dias contados segundo Paulo Henrique Amorim.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

DICAS: Como ver os comentários e as curtidas dos amigos no Facebook

O Facebook permite que você saiba quais foram as fotos que seus amigos curtiram e/ou comentaram. Esse recurso funciona de forma bem simples e é pouco conhecido na rede social. Veja abaixo o passo a passo de como utilizar essa função bastante curiosa e útil.

Passo 1. Para utilizar o recurso é necessário usar o idioma inglês no perfil. A alteração pode ser feita em Configurações > Idiomas.

Passo 2. Após mudar o idioma, os comandos do Facebook ficam em inglês. Para começar sua pesquisa, vá na barra de busca e digite: “photos liked by + nome do seu amigo”. Serão exibidas fotos que ele curtiu.

Importante: Vale lembrar que, caso seu amigo tenha curtido alguma foto de um perfil privado esta foto não aparecerá na lista, a menos que você também tenha uma amizade com o perfil que recebeu o comentário. Neste caso veja as dicas aqui.

Como ver os comentários e as curtidas

Passo 3. Para ver os comentários é só mudar o “liked” pelo “commented”. Digite: “photos commented by + nome do seu amigo”. Clique em “see more” para visualizar mais imagens comentadas por ele;

Digite: “photos liked by + friends”;

Como ver os comentários e as curtidas


Aplicativo do Facebook para Smartphones

No aplicativo para Android e iPhone (iOS) é mais fácil usar a ferramenta da rede social, porque não é necessário mudar o idioma, basta ir direto na barra de busca e pesquisar por "photos liked (ou commented) by + nome do seu amigo";

Aplicativo do Facebook para Smartphones


Dica: Você pode trocar o nome do amigo por “me”, para ver todas as fotos comentadas/curtidas por você.

Fonte: Tech Tudo

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

DICAS: Visualizando fotos no facebook sem ser amigo - 2017

Agora você poderá ver as fotos privadas de pessoas que não te adicionaram aos seus amigos.

Como visualizar fotos no facebook sem ser amigo - 2017

Este tutorial mostra como ver fotos de pessoas que não são seus amigos de forma simples e fácil. Tudo passo a passo sem precisar baixar nada.
  1. Primeiro entre numa conta do Facebook
  2. Depois vá a configurações e modifique o idioma para o  {inglês (US)}
  3. Busque a pessoa a qual deseja ver as fotos e não pode
  4. Uma vez no perfil da pessoa, pressione as teclas {Ctrl+U} - Funciona em Chrome ou Firefox 
  5. Na guia aberta, pressione {Ctrl+F} para buscar o seguinte texto {profileid}
  6. Ao lado da palavra tem um número que corresponde ao ID de usuários da pessoa {copie}
  7. Volte ao facebook, apague o nome de usuário na barra de endereço
  8. Coloque este endereço:
  • {https://www.facebook.com/search/} + {o número de ID copiado /} + {photos-of}.
Teste também qualquer dos outros comandos abaixo no lugar de {photos-of}:
  • /photos-tagged  = fotos marcadas
  • /photos-of  = fotos de...
  • /photos-by  = fotos: ...
  • /photos-liked  = fotos que curtiu
  • /photos-of/intersect  = Mais fotos
  • /photos-commented  = comentários em fotos
  • /pages-liked  = páginas que curtiu
  • /groups  = grupos
ATENÇÃO:
Não me responsabilizo pelo uso que vocês possam dar, isto é apenas uma informação.
Related Posts with Thumbnails