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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Formação do poder público em Jequié para 2021-2024


Com uma eleição acirrada, a velha guarda levou vantagem com o apoio do governado e emplacou Zé Cocá como continuação do velho e bom trabalho efetuado pelos grandes líderes de Jequié. Com grandes projetos para a cidade, Zé Cocá promete ser pior, ops, melhor que aqueles que sustentaram sua campanha. A aliança foi forte para manter o controle, veremos se ele tem a coragem de romper com os aliados para tirar o cabresto do povo.

Por sua vez, a Câmara só conseguiu manter 8 (oito) dos velhos ditos representantes do povo.

Relação dos vereadores reeleitos por ordem de votos: 

  1. Ramon Fernandes (PDT) 2.776 votos
  2. Gutinha (PP) 1.895
  3. Marcinho (PDT) 1.743
  4. Ivan do Leite (DEM) 1.538
  5. Joaquim Caires (PODEMOS) 1.404
  6. Tinho (PV) 1.260
  7. Colorido (PP) 1.137
  8. Soldado Gilvan (REPUBLICANOS) 1.129

Por sua vez, muitos dos novos nomes não passam de crias de seus próprios experientes pais que os treinaram para dar continuidade ao curral eleitoral extremamente conhecido e manter o coronelismo em alta. Juntos com os reeleitos, formarão maioria absoluta na Câmara trazendo pouca ou nenhuma mudança na realidade de uma cidade encurralada por seus próprios cidadãos interessados em seus próprios umbigos.

Relação dos novos vereadores, ou crias da velha guarda, eleitos por ordem de votos:

  1. Duda Simões (PSB) 2.107
  2. Walmiral Marinho (PP) 1.690
  3. Ziel (PP) 1.595
  4. Bui Bulhões (PODEMOS) 1.510
  5. Sidney Magal (PSD) 1.414
  6. Junior Braga (PDT) 1.278
  7. Moana Meira (PSD) 1.054
  8. San (PSD) 1.006
  9. João Paulo Fernandes (PSD) 1.004
  10. Marcos do Ovo (SOLIDARIEDADE) 994
  11. Professora Cida (PT) 653 votos

Aguardemos os próximos capítulos.

domingo, 30 de agosto de 2020

Pancadão no centro de Jequié-BA

Nesta noite (29), um bar famoso por incomodar a vizinhança promoveu mais um pancadão em praça pública na noite de sábado para domingo, deixando moradores indignados com tamanha falta de respeito pela paz alheia. O bar manteve as portas fechadas para disfarçar, mas atendia em forma de Delivery, comercializando bebidas e petiscos até o final da muvuca.

Moradores que já acionaram a polícia afirmam não saber mais a quem recorrer, já que a justiça na cidade faz vistas grossas à situação que se repete periodicamente, transgredindo leis federais como o artigo 42 do Decreto-Lei n° 3.688/41 estabelece prisão de 15 dias a 03 meses ou multa para quem perturbar o sossego sob qualquer meio, seja através de uma festa noturna, uso de instrumentos musicais ou qualquer forma de barulho e a resolução 624/2016 do Contran atualizada em 2019. 

Mesmo com tantas leis, de nada adianta a reivindicação de moradores que pagam seus impostos e taxas municipais. Como sempre, são ignorados e a muvuca continua acontecendo, mesmo em época de pandemia onde a aglomeração na teoria é proibida.

by Wagner Miranda

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

PREFEITURA DE JEQUIÉ VAI REMOVER VEÍCULOS ABANDONADOS DAS VIAS PÚBLICAS DA CIDADE


"Com a aprovação da Lei Municipal 12/2019, nesta terça-feira (10set19), os veículos abandonados nas vias públicas da cidade de Jequié serão removidos pela Prefeitura e levados para o pátio do Detran. A Lei estabelece em seu art. 2º que “os veículos em vias públicas e que sejam identificados pelo mau estado de conservação e abandono serão conduzidos ao pátio do DETRAN e levados à hasta pública decorridos 90 (noventa) dias após recolhimento quando não forem recolhidos por seus proprietários neste prazo, conforme prevê o Art. 328 da Lei 9.503 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro)”.
A Lei também define as condições para a retirada do veículo conduzido ao pátio do DETRAN, dentre eles que caberá ao seu proprietário efetuar o pagamento dos custos de reboque, bem como das diárias devidas durante o período em que permaneceu no pátio. Além disso, “quando o objeto abandonado se tratar de veículo automotor, será exigido o pagamento das multas, caso tiver registro, seguro obrigatório e demais taxas devidas”."

sábado, 10 de novembro de 2018

Sistema da Caixa Econômica continua indisponível neste sábado 10/11


O sistema da Caixa Econômica Federal Jequié-BA, caiu neste sábado no início da tarde, e ainda não retornou. Milhares de pessoas não conseguem fazer suas transações e não obtêm qualquer resposta do banco sobre o retorno.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Táxi Jequié

Táxi Jequié

terça-feira, 31 de outubro de 2017

31 de Outubro - Boicote ao Dia do Evangélico em Jequié


O Dia do Evangélico aprovado pela Prefeitura Municipal de Jequié se mostrou um imenso fiasco e uma fonte de renda para o Sindicato, já que a maioria dos comerciantes abriram as portas normalmente após serem levados a pagar um taxa de R$ 20,00 cada ao Sindicato dos Comerciários, por assinarem um "acordo coletivo, e quem não pagou por não ter assinado, foi obrigado a baixar as portas.
No final, sempre quem "paga o pato" são os empresários. Segundo um representante do sindicato em um momento de autuação, ao ser repreendido por clientes declarou que "mais de 5.000 comerciantes" assinaram o acordo que os permitia trabalhar, o que resulta numa arrecadação de mais de R$ 100.000,00 (única "empresa" a lucrar com o feriado!)... Porém, o mais interessante é que segundo o IBGE temos apenas 1.162 empregadores, e pouco menos de 3.500 empresas atuantes.
Mas independente da quantidade de empresas e empregadores, o Sindicato dos Comerciários foi o maior beneficiado pelo fiasco do feriado do dia 31 de outubro, os mais prejudicados foram os comerciantes e os mais humilhados foram os evangélicos queriam comemorar a data com os luteranos, os poetas, as donas de casa, os sacis e as bruxas e após enfrentar muitas criticas e desaprovação, terão que escolher para 2018 uma outra data no mês de agosto para ter um "Dia do Evangélico".

Dia 31 de outubro é dia de quê?


- Dia da Dona de Casa {Feriado: Não}
  (setembro/2011 entrou em vigor a Lei 12.470/2011)
- Dia Nacional da Poesia  {Feriado: Não}
  (3 de junho de 2015, foi sancionada a lei 13.131)
- Dia do Saci Pererê {Feriado: Não}
  (projeto de lei federal nº 2.762, de 2003)
- Dia do Halloween  {Feriado: Não}
  (desde 800 a.C.)

- Dia do Evangélico::: 
  31 de Outubro (Jequié) {Feriado: SIM - Inventaram agora em Jequié}

Comemoram ainda nos dias:
  14 de Fevereiro (Bom Jesus da Serra) {Feriado: Não}
  15 de Abril (Quixeramobim-CE / Lajes-RN)
  18 de Junho (RO) {Feriado: Sim}
  07 de Julho (TO) {Feriado: Não}
  17 de Agosto (GO)  {Feriado: Sim}
           24 de Outubro (Acreuna)
  22 de Agosto (Malhada-BA) {Feriado: Não}
  10 de Setembro (PI) {Feriado: Não}
  30 de Novembro (DF / AP) {Feriado: Não}
  Ufa ...
  Entre outras datas perdidas por aí.

Ô povo complicado esses evangélicos!!!

O Halloween tem quase 3.000 anos e não teve problemas. O Saci Pererê, para se conectar ao folclore da data mundialmente conhecida e difundida antes mesmo do cristianismo sequer sonhar em existir, tem 14 anos e não teve problema algum. Os poetas e donas de casa nem esquentam com a data. Mas foram os "evangélicos" entrarem no jogo por um pedacinho do dia, e começou a confusão, tanta confusão que nem eles mesmos sabem que dia comemorar a existência do evangelho.
O dia 31 é baseado no rompimento do monge Lutero com o clero cristão da época, porém a tal teologia da prosperidade está muito fora do contexto de Lutero, mas na soma para lutarem pelo Dia das Bruxas, vale tudo e todas as linhas se uniram num ecumenismo frenético a fim de comemorar com vampiros, duendes, gnomos, bruxas, magos, etc, o nascimento de uma briga entre os cristãos!!!
Vai entender!

Em Jequié, terra de aposentados e funcionários públicos, uma cidade comercialmente fraca e pobre de industrias, resultou em mais um feriado municipal exatamente no mês em que já tem um feriado municipal que colide com um feriado nacional, resultando em um colapso comercial.

Wagner Miranda

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Estatísticas de Jequié-BA - Senso


HISTÓRIA

A cidade se desenvolveu a partir de movimentada feira que atraía comerciantes de todos os cantos da região, no final do Século XIX. Pertenceu ao município de Maracás de 1860 a 1897. Jequié é originado da sesmaria do capitão-mor João Gonçalves da Costa, que sediava a Fazenda Borda da Mata. Esta mais tarde foi vendida a José de Sá Bittencourt, refugiado na Bahia após o fracasso da Inconfidência Mineira. Em 1789, com sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros em vários lotes. Um deles foi chamado Jequié e Barra de Jequié. Em pouco tempo, Jequié tornou-se distrito de Maracás, e dele se desmembrou, tendo como primeiro intendente (prefeito) Urbano Gondim.

A partir de 1910 é que se torna cidade e já se transforma em um dos maiores e mais ricos municípios baianos. Pelo curso navegável do Rio das Contas, pequenas embarcações desciam transportando hortifrutigranjeiros e outros produtos de subsistência. No povoado, os mascates iam de porta em porta vendendo toalhas, rendas, tecidos e outros artigos trazidos de cidades maiores. Tropeiros chegavam igualmente a Jequié carregando seus produtos em lombo de burro. O principal ponto de revenda das mercadorias de canoeiros, mascates e tropeiros deu origem à atual praça Luis Viana, que tem esse nome devido a uma homenagem ao governador que emancipou a cidade.

Ali veio a desenvolver-se a primeira feira livre da cidade que, a partir de 1885, ganhou mais organização com a decisão de José Rotondano, José Niella e Carlos Marotta, comerciantes e líderes da comunidade italiana, de comprarem todo o excedente dos canoeiros e de outros produtores. Depois da enchente de 1914, que destruiu quase tudo em Jequié, a feira, o comércio e a cidade passaram a desenvolver-se em direção às partes mais altas.

Importante episódio da história estadual foi a decisão inusitada tomada pelo então presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Aurélio Rodrigues Viana, que, assumindo o governo em 1911, decretou a mudança da capital do estado, de Salvador para Jequié, ocasionando imediata reação do governo federal, que bombardeou Salvador e forçou a renúncia do político que adotara a medida.

Em 1927, festejou a chegada da 'Estrada de Ferro de Nazareth'. Já nesse tempo, Jequié era uma das cidades mais importante do Estado e teve no comerciante Vicente Grillo seu grande benfeitor.

Jamais tendo se constituído de fato, o gesto, entretanto, marcou a história da Bahia, como um dos mais tristes, sobretudo por ter o bombardeio da capital provocado o incêndio da biblioteca pública, onde estava guardada a maior parte dos documentos históricos de Salvador.

POPULAÇÃO:
151.895 habitantes (População no último censo 2010)
73.612 - homens
78.283 - mulheres

162.209 (Estimativa para 2017)
NOTA: Vale lembrar que a cidade já chegou a registrar mais de 180 mil pessoas, porém contra todas as estimativas, teve sua população reduzida em mais de 40 mil pessoas até voltar a 151 mil em 2010. Então não vou basear os dados em estimativas, mas em dados reais apresentados pelo IBGE.

RENDA:
17.152 - vivem com até 2 salários
99.303 - vivem com menos de 1 salário mínimo
10.209 - vivem com mais de 2 salários
714 - vivem com mais de 10 salário mínimos (os bambambans ... políticos, claro!)
897 - não remunerados

TRABALHO:
1.162 - empregadores
14.832 - vivem por conta própria (freelances - se vira nos 30)
45,005 - empregados
1.373 - produzem o que comem

EDUCAÇÃO:
78.071 - não possuem instrução ou fundamental incompleto
10.906 - fundamental completo ou médio incompleto
21.567 - médio completo ou superior incompleto
6.070 - Superior completo

CRENÇA:
22.802 - Sem Religião (Agnóstico, Ateu)
15.828 - Pentecostais (Assembléia, Deus é Amor, Maranata, Universal...)
78.771 - Católicos Apostólicos Romanos
43.162 - Evangélicos 
10.447 - Missionárias (Adventistas, Batistas, Luteranos, Metodistas...)
16.887 - Não determinados

TERRITÓRIO:
3,1 %  - Urbanização de vias públicas
77,9 %  - Esgotamento sanitário

FROTA:
60.153 - veículos
30.259 - motos / motonetas
26.223 - automóveis / caminhonetes / utilitários
3.671 - caminhão / ônibus / trator

EMPRESAS:
3.179 - unidades locais
3.038 - unidades atuantes

DOMICÍLIOS:
53.471 - imóveis
45.357 - ocupados
8.047 - desocupados

domingo, 4 de junho de 2017

Hilux em alta velocidade atropela uma bis e cai no rio Jequiezinho após desviar de um desnível




A ponte sobre o Rio Jequiezinho que liga o centro através da rua Antonio Orrico (São José) ao São Judas Tadeu é cenário de mais um acidente grave, desta vez envolvendo uma honda bis e uma picape hilux e deixando duas pessoas feridas. A mine e arcaica abandonada ponte vem sendo cenário de críticas a anos sob diversos governos municipais, e nenhum toma qualquer providência, mesmo sob o clamor público.


A ponte de mão dupla não comporta duas caminhonetes ao mesmo tempo, por exemplo, não tem espaço para pedestres que precisam concorrer com os veículos um pedacinho da pista para atravessarem o rio e torcer para não serem atropelados por um condutor mais desatento. Em estado de abandono, a ponte faz mais duas vítimas que, segundo testemunhas, foi causada por conta de buracos na cabeceira da micro ponte que levou à colisão da moto bis com a picape, tendo a condutora da hilux perdido o controle da direção e atingido a frágil mureta de proteção (que podia ser sacudida com as mãos), caindo dentro do leito do rio. As vítimas foram socorridas pelo Samu com muitos ferimentos e levadas ao hospital e não correm risco de vida. (Fotos e Vídeo WhatsApp).
Wagner Miranda

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Guarnição 1904 do 19° BPM - Jequié-BA, é acusada de agredir mecânico


A noite de festa tornou-se em terror para EDSON DA SILVA OLIVEIRA, 29 anos, mecânico, funcionário da Oficina Toyocar, para DIEGO e suas amigas ao se depararem com a guarnição da viatura 1904 por volta das 22 horas do dia 26 (sexta) na entrada do Parque de Exposições de Jequié-BA. Os policiais liberaram as mulheres e levou os dois rapazes para uma seção de tortura por suspeitarem de os mesmos serem assaltantes, por conduzirem um gol vermelho, similar ao utilizado em assaltos (segundo os jovens).

 Ambos foram obrigados, sob agressões e xingamentos, a entrarem nos fundos da viatura, e foram levados para lugares diferentes em duas viaturas distintas. Edson foi levado para às margens do Rio de Contas, fundos do Conjunto Penal de Jequié onde foi torturado e seu amigo, Diego, levado para outro local. Ambos sofreram "torturas psicológicas e físicas com cassetetes sob muitas ameaças e diante da mira de armas e até disparos para cima no intuito de levá-los a confessarem os crimes", informou Edson.

O Diego foi liberado com diversas escoriações, mas já teve alta médica, porém o Edson foi submetido a intervenções cirúrgicas no HGPV e seu quadro é grave, está com sondas e usando fraldas, sentindo dores e não há uma data para receber alta médica.

"O patrão de EDSON é quem está oferecendo todo o suporte para a família da vítima, inclusive arcando com algumas despesas, já o Estado, representado pelo 19° BPM em Jequié não emitiu nenhuma nota oficial sobre o caso ou procurou a família para apurar os fatos." Como sempre se omitem. (fonte).


Wagner Miranda

domingo, 14 de maio de 2017

Mochilas Gigantes em Jequie Bahia - Memes


A prefeitura Municipal de Jequié fez a entrega das mochilas gigantes para os alunos de creches municipais conforme prometido, porém os alunos cabem dentro das mochilas.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Prefeitura de Jequié entrega Canguru Baby para crianças de creches


Prefeitura de Jequié entrega Canguru Baby, ops, Mochilas Gigantes para crianças de creches

A prefeitura Municipal de Jequié fez a entrega das mochilas gigantes para os alunos de creches municipais conforme prometido, porém os alunos cabem dentro das mochilas que extrapolaram o tamanho padrão para crianças tão pequenas.

A iniciativa da prefeitura foi magnífica, porém a empresa contratada esqueceu de medir o tamanho das crianças antes de confeccionar o aparato para transporte de livros, utensílios de estudo e lanches que mais parece um Canguru Baby!

Segundo a Secretaria de Educação, o objetivo era distribuir apenas para os alunos maiores, porém decidiram distribuir para os alunos pequenos das creches para não haver discriminação.

Além do Canguru Baby, eles receberam camisetas em tamanho correto e uma pochete.

Prefeitura de Jequié entrega Canguru Baby, ops, Mochilas Gigantes para crianças de creches

Wagner Miranda
(Fotos WhatsApp)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Golpe das Panelas em Jequié

Golpe das Panelas em Jequié

O brasileiro é especialista em desenvolver formas de se dar bem sobre os outros. Sempre surgem golpes novos ou a reformulação de golpes antigos. Um golpe velho já muito utilizado e que continua em alta é o famoso "Golpe das Panelas" que possui diversas variações, desde a apresentação de um produto original, a negociação e entrega de um genérico de péssima qualidade que o cliente só perceberá quando for usar até a venda real de um produto de qualidade por valores bem abaixo do mercado, porém o diferencial é que só aceitam pagamento via cartão de crédito ou débito, pois o golpe está exatamente aí. A máquina que utilizam para fazer o parcelamento da dívida está "batizada", e eles coletam os dados e senha digitados e, posteriormente, zeram seu cartão com compras que você só perceberá quando chegar a fatura.

Os indivíduos que estão atuando em Jequié fazem uso deste método. Eles apresentam uma proposta tentadora, onde um jogo de panela inox que custa R$ 2.500,00 em média - até fazem consulta na internet para comprovar, estão repassando pela metade do preço, e sob negociação pode cair muito mais e ainda ter a opção de pagar em parcelas bem levinhas, pois, segundo eles, após participarem de um evento, "este ou estes jogos de panela sobraram", e o custo de envio de volta ficaria muito caro, por isso estariam vendendo pela metade do valor.

Diante de tantas "comprovações" e com uma lábia treinada, a vitima desejando o produto, acaba cedendo e caindo na malha fina dos golpistas.

Caso você tenha comprado, ligue imediatamente para o banco e troque o seu cartão, peça uma troca completa de números e senhas. Mantenha a compra, caso tenha recebido as panelas. Mas não permita que façam nenhuma negociação sem a sua autorização bloqueando o cartão.

Fique atento, somos um país especialista em aplicar golpes. E temos esses profissionais atuando em nosso quintal.

Wagner Miranda

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Alagamentos criminosos em Jequié-BA

Av Lomanto Junior - Colegio MilitarAv Lomanto Junior - Av Santa LuziaA cidade de Jequié fica sitiada dentro de uma cratera, sob um leito rochoso de minério de ferro. Cercada de montanhas, ela absorve três ecossistemas que sopram seus ares sobre a cidade, criando um efeito estufa tão real que chega a ser sufocante, pior ainda que regiões desérticas.

A forma de equilibrar este desequilíbrio natural da escolha de localização para a cidade, seria um maior respeito com a ecologia local, fato quase que mitológico, tanto pela ignorância de seus residentes quanto pela incompetência e irresponsabilidade de seus líderes, principalmente os políticos que sugam a cidade até vê-la seca e amíngua.

Av Lomanto Junior -Atacadão Joaquim RomaoAv Lomanto Junior - Comabel
Ao desejar vê-la seca não se limitam ao sugarem seus recursos - típico dessa gentalha que nos lidera, mas também suas bases de equilíbrio ecológico que nos dá maior conforto ao viver em uma estufa natural.

Av. Franz Gedeon - Posto NovoAv Lomanto Junior - Santa Luzia - Hotel RealTemos empresários picaretas que exploram o meio ambiente desordenadamente, destruindo ecossistemas inteiros simplesmente para aumentarem seus recursos, nem que isto custe a vida de muitos e o desconforto de todos.

Av Lomanto Junior - RodoviariaAs lagoas são soterradas, os córregos alicerçados para sustentarem o falso luxo dos falsos ricos, os rios são convertidos em veios de excrementos e dejetos, as nascentes são esmagadas, as áreas verdes são convertidas em prisões de cimento sufocando a terra, as árvores são convertidas em lenhas, o verde da cidade some dando lugar ao acinzentado da ignorância daqueles que não reivindicam seus direitos a um ambiente mais agradável, os animais fogem enquanto podem, pois se vacilarem viram petisco de animais bípedes que serpenteiam nosso território.

Diante de tanta ignorância somada à irresponsabilidade e incompetência de líderes, empresários e moradores ao destruírem a estrutura ecológica e o caminho natural das águas, vemos bairros inteiros sendo consumidos pelo metamorfo que não pede licença, simplesmente passa por cima de quem quer que seja, e os mais ferrados nesse joguinho de gananciosos e imbecis são justamente os que menos possuem em bens e conhecimento.

Rio Jequiezinho cheio de mato e lixo assim como o Rio de ContasFeirinha Joaquim Romao
As imagens falam muito mais alto que qualquer palavra para descrever tamanha burrice de um povo que já deveria ter aprendido a lição:

Jardim TropicalSao Judas TadeuJequiezinho - Wan Motos Honda

  Imagens Internet

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Atacadão embargado pela mesma prefeitura que nem deveria ter autorizado naquele local


Lamentavelmente aconteceu: O Atacadão Açaí foi interditado, mesmo estando com as obras bem avançadas. O problema maior é que a culpada de todo o processo é a Prefeitura Municipal de Jequié, pois nenhum empreendimento deste porte é iniciado sem a aprovação dos "engenheiros" da prefeitura. Já estamos batendo nesta tecla a muito tempo e nenhum órgão da cidade se interessou em resolver o problema antes do inicio das obras. A ONG OGTREC fez um dossiê detalhado e encaminhou ao Ministério Público de Jequié, antes mesmo do início das obras (Veja-se matéria anterior), e mesmo assim a prefeitura autorizou o empreendimento.



Muitos ainda perguntam sobre o motivo, mas basta nos lembrarmos do Shopping em São Paulo que foi interditado por risco de explosão para entendermos. Esta área em primeira instância, é uma APP - Área de Preservação Permanente, pois é o local onde as águas derivadas das chuvas se encontram, e evitam inundações, sendo assim este espaço deveria ser transformado numa área verde, uma praça, etc, mas nunca ser utilizado para construção privada, principalmente deste porte.

O outro grande problema é que na falta de saneamento básico, as fezes do Mutirão, área invadida, todos os dejetos humanos eram despejados neste local, criando acúmulo de fezes no terreno e para completar o problema, o aterro foi feito de forma arbitrária utilizando-se lixo de toda espécie  (veja-se fotos na matéria anterior), inclusive restos orgânico com corpos de animais. O problema é que este tipo de aterro leva alguns anos para se decompor, e no subsolo vai formando bolsões de gases que pode explodir a qualquer momento, como ocorreu no shopping paulista. Além de tudo isso, sem um planejamento para descarte das águas quando no período das chuvas, a mesma se acumula e invade a casa dos moradores, destruindo e desvalorizando os imóveis da região. Já é sabido que, mesmo antes da construção, mas por conta dos aterros iniciados, teve ruas que registraram mais de 1,1/2 metros de água, levando alguns moradores a abandonarem suas residências e outros a construírem seus imóveis nas "alturas". Veja fotos abaixo:           



Mas se você duvida que aquela área continha uma lagoa ativa, onde diversos pássaros e outros animais faziam residência, observe as fotos a seguir e tire suas próprias conclusões, pois imagem é tudo.                                




E se ainda duvida da localização das fotos, veja uma imagem de satélite captada em 2012, antes da depredação efetuada pela prefeitura, e veja os pontos de água que foram registrados pelos satélites do Google:
                    

Tudo está registrado num dossiê que chegou às mãos dos responsáveis em defender a população, mas nada foi feito. A ONG OGTREC deixa claro que não luta contra o empreendimento, mas contra a localização onde está sendo construído, o qual já foi implantado sobre uma área de preservação ambiental, e os maiores prejudicados com toda essa artimanha dos representantes da prefeitura são a população e o grupo responsável pelo empreendimento que acabará gastando mais que o previsto numa obra que já deveria estar sendo inaugurada em um terreno que a ong conseguiu gratuitamente e longe de APP.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Lagoa das Garças aterrada com Lixo para construção do Atacadão Açaí

O aterro da Lagoa das Garças, área de APP (Área de Preservação Permanente), foi feita com lixo incluindo óleo, restos biológicos, restos hospitalares, roupas, móveis, louças, gesso, sacos plásticos, madeiras, etc. No local está sendo construído o empreendimento Atacadão Açaí do Grupo Pão de Açúcar, e o mesmo adquiriu a área de APP, aterrada ilegalmente com lixo, pelo valor de $ 12 milhões (incluindo a área do futuro shopping) segundo informações de pessoas próximas. Mesmo sabendo que a área é de Preservação Permanente, o grupo adquiriu o espaço com a conivência da Prefeitura Municipal de Jequié, a qual não foi avaliada por nenhum órgão responsável e, ao ser informado sobre o problema, o Ministério Público se manteve omisso segundo o ofício mostrado na matéria anterior.






Dossiê "Denuncias Educativas Sustentáveis" produzido pela OGTREC apresenta denúncias sérias contra a administração Pública de Jequié

Segue parte do Dossiê apresentado pela OGTREC, sendo apenas o Ofício nº 011/2014, onde são esclarecidas diversas implicações da invasão à área de APP com autorização das autoridades locais segundo a ONG.




Oficio Nº 011/2014
Jequié 11 de Julho de 2014
Excelentíssima Promotora de Justiça
Dra. Monia Lopes de Souza
Assunto: Denuncias Educativas Sustentáveis

A ONG OGTREC (Organização de Geração de Trabalho Renda Empreendedorismo e Cidadania) organização civil, sem fins lucrativos, localizada à Rua 25, quadra 09, Nº 03, Loteamento Amaralina, Bairro São José, em Jequié, estado da Bahia, CEP 45.203.700, Tel. Cel. 73(88037144 CNPJ de Nº08). 797.642/0001-75. Excelentíssimo Promotora. “Infelizmente, alguns de nossos governantes não parecem cumpridores das diretrizes ostentadas na Bandeira Nacional. A frase, “Ordem e Progresso”, diz muito. Assim como os valores que representa. Diante disto, a triste constatação de  notarmos que não estaremos formando cidadãos honestos em nosso tempo, se não dermos  exemplos aos jovens de gerações vindouras, obviamente, os que seguem pelo lado mais fácil, deixam uma trilha tortuosa a ser seguida, um legado do mal, que degrada, ostenta e destrói a sociedade, prevalecendo assim às iniquidades, que elitizadas, tornam-se comuns e potencializadas, onde o que parece importar, não é fazer homens de bem e sim homens de bens”. 
Neste sentido, a ONG OGTREC vem mais uma vez, respeitosamente, pedir providencia e vistas aos licenciamentos emitidos irregularmente em áreas ambientais, as quais se tornam práticas nocivas, chegando a ser até imorais. Apesar de constantemente denunciadas, há fortes indícios para acreditarmos que alguns servidores públicos facilitam ou favoreçam licenciamentos a empresários de maneira irregular, consequentemente causando grandes problemas nas áreas ambientais da cidade como se fosse algo normal. (Um favorzinho para amigos).
Numa denuncia protocolada sob Nº 007as 17h17min em 6/02/2013, juntamente acompanhada do abaixo assinado anexado ao verso, diz que em 2013 foram registrados grandes prejuízos durante as ultimas chuvas das águas. Consequentemente estas áreas sofreram inundações proporcionadas por aterros irregulares, sendo o principal feito em uma área natural de escoamento de águas pluviais. Na construção do Condomínio Reserva das Mangueiras, a Rua São José Nº 333, CEP 45.204.110, Bairro São José no Loteamento Paquetá. Foi um destes exemplos (ver foto 001). Insistimos em dizer que esta prática tende repetir em maiores proporções nas próximas chuvas. A única saída natural de água existente que serviria à Lagoa das Garças como escoadouro natural, também acumuladora de águas pluvial vindas normalmente do Riacho Caldeirão Verde, o que aconteceu no período das chuvas das águas entre os meses de outubro a março de 2013/2014. Após a interrupção do mesmo. No antigo acesso foram colocados dois tubos de 0,50 de diâmetro (foto 002), obviamente mal dimensionados, não dando vazão suficiente causando uma grande inundação e prejuízos aos moradores.
Acontece que a capacidade de liberação das águas a jusante, subiram, posto que a quantidade de água a montante precisasse de um diâmetro 1000 vezes maior do que a água liberada no escoamento dos tubos fixados, causando transbordamento e uma grande inundação nas áreas adjacentes. Ver fotos em anexo demonstradas nas ilustrações enumeradas: 003, 004, 005, 006, 007. Procede-se à instauração de Inquérito Civil Público, Nº 05/2013, SIMP Nº 608.0. 125437/2013 Notificando a Prefeitura Municipal de Jequié. Neste mesmo tempo, apresentando também outras prorrogativas de denuncias através do Ofício de Nº015/2013 OGTREC, envolvendo as mesmas denuncias e a localização e redação sobre novos fatos e ainda a retirada de areia de maneira predatória, o que ainda está acontecendo sem providencias. (ver foto 011, 012).
 Registros foram feitos dos fatos que comprovassem realmente a grande irresponsabilidade gerada, e só atribuída a facilitações da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. Seria inocente dizer que uma suposta falta de conhecimento dos representantes responsáveis, relacionadas também a falta de conhecimento frente aos serviços ambientais “desenvolvidos” denotando a falta de comunicação entre secretarias e órgãos fiscalizadores, o que seria impossível admitir, pois demonstraria incompetência do gestor na indicação dos cargos, inconcebíveis de pensarmos que apenas fosse pensado o caráter político, ficando bem aquém da competência e da ausência de pareceres técnicos ambientais e estudos de EIA-RIMAs. Assim fica confirmada a primeira hipótese, irresponsável e fraudulenta só justificada vistas nas constantes liberações irresponsavelmente liberadas por toda a cidade.
Os prejuízos chegam á população que através das incansáveis e inúmeras denuncias anteriores feitas pela ONG OGTREC, falando e alertando sobre este mesmo tema, inclusive sobre a má atuação do Conselho de Meio Ambiente, (CONDEMA), que mais uma vez, mostra-se omisso e evasivo. Assim, a OGTREC e moradores desesperados e amedrontados enviaram apelos através do abaixo assinado em anexo contendo 48 assinaturas. Foi apresentado e protocolado um documento sob Nº 002/2014, no dia 12 de Agosto de 2014 e imediatamente encaminhado ao Ministério Publico Federal, através da Procuradoria Pública de Jequié, aos cuidados do excelentíssimo procuradora Dr. Clayton Ricardo de Jesus Santos, que através do parecer técnico justificou no Ofício de Nº 221/2014/PRM/JQ/GAB. Esclarecendo que o caso não seria da competência dos entes federais, apesar das provas, registros, depoimentos e fotografias apresentados na ocasião, inclusive em alguns condomínios de autoria da Caixa Econômica Federal, Programa Minha Casa Minha Vida, que é da competência da Federação.
 O promotor através do Ministério Publico Federal não poderia ignorar  fatos tão relevantes, já que constatados os acontecimentos ocorridos em um município que também faz parte do Território Nacional, pois é  parte do mesmo  Estado,  fazendo  parte do ente Federal, envolvendo a Caixa Econômica  Federal, que é um ente Federal, mesmo porque as denuncias que poderiam ser preventivas, tomam caráter de tragédia, envolvendo vitimas, que emergencialmente teriam que serem socorridas por programas do ente Federal, assim, fica claro a falta de atuação do MPF, que analisou os fatos em uma ótica local, e  mais do que nunca não poderíamos esquecer a relação entre ambos, pois  afinal, o que prejudica parte do corpo é sentido no corpo todo.
 Na realidade estas denuncias nunca foram devidamente apuradas sem que surtissem qualquer efeito punitivo, ou sequer educativo. Os culpados nunca foram autuados, pois toma um caráter de não indisposição frente aos responsáveis. Estas autuações inclusive poderiam gerar renda e ser revertidas em programas ou projetos ambientais. Em suma as denuncias não foram levadas a sério, nada acontecendo aos responsáveis sendo colocada a culpa no elemento natureza, a chuva.
Os erros avançam perdurando durante gestões sucessivas, perdem-se espaços ambientais importantes e incentivam-se novos problemas. As ações são exclusivamente observadas no viés econômico favorável ao empreendedor, que se omite sobre a obrigação social, causando novos danos ambientais, que irão causar grandes problemas e despesas aos cofres públicos. Assim, estes também fazem ouvido de mercador e tudo volta ao normal, como dizem na gíria. Mais uma vez repetem todos os erros que mais uma vez serão potencializados novos prejuízos por toda a cidade.
Nossa preocupação maior é com a Lagoa das Garças, deságuo das chuvas das águas que escoam do boqueirão do Riacho Caldeirão Verde em direção a cidade. Servindo de esponja natural, sendo também berçário de peixes durante a piracema. Aves silvestres que construíam seus ninhos para a procriação durante os meses da primavera até chegar o outono. Seu leito foi interrompido em diversos locais com entulhos jogados pela própria Prefeitura Municipal e construções que seguem avançando por diversas gestões, descaracterizando toda a área. Seguem as enchentes e os prejuízos, alagando casas, colégios, armazéns etc.. São danos econômicos aos moradores e a cidade, consequentemente neste mesmo tempo a sede da Rádio do Povo teve as suas instalações prejudicadas, as pessoas ficaram completamente ilhadas e sujeito ao afogamento, ameaçando também moradores das comunidades do Loteamento Amaralina, São Judas Tadeu, Parque das Algaroba, Loteamento Paquetá, os quais passaram sérias dificuldades.  Seria necessária a demarcação destes espaços imediatamente, procedendo com a revitalização e limpeza da área por uma equipe técnica, demarcando continuamente a área ambiental desde o início do estuário, onde mais uma vez sofre com violentas intervenções em todo o seu curso. Esta área inicia desde a propriedade do Sr. Gilson Brito, e seu filho Gilmácio Lobo Silva proprietário da empresa Brito&Lobo, onde está abrindo um novo loteamento, onde o Riacho Caldeirão Verde, antiga estrada boiadeiro pertencente a União, no Ofício 002/2013, OGTREC e Parecer Técnico SIMP 608.0.240008/2012  sofre violentas intervenções. Apresentado conforme fotografias em anexo e documentos relacionados.
No Parecer Técnico de Nº 237/2013 solicitado pelo MP e realizado pela urbanista Karine Fernandes Guermandi, ficaram apenas registros e anotações simples, não sendo nada substancial em relação a qualquer providencia, (fotos de Nº008) sugerindo uma abertura de vala no final do estuário, apenas constatando que a área seria um local aparentemente de contenção de água de chuvas. Ainda neste laudo diz que de acordo com a Lei 6.766/1979 a qual dispõe sobe o Parcelamento do Solo Urbano, não é permitido o parcelamento em áreas de alagadiços sujeito a alagamentos sem que tomem as medidas necessárias, ou seja, o escoamento das águas que pode ser passiva de ou não reconhecimento, como área ambiental o que nos preocupa muito, e afirmamos não ser verdade, pois esta área é uma área ambiental, um lago natural que vem sendo descaracterizado desde gestões anteriores e agora com a abertura da vala descaracteriza a área ambiental. Só para titulo de atestar, sugerimos contratar uma equipe técnica indicada pelo MP, para apresentar um laudo oficial e fazer a perícia de identificação da referida área que em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação, (ver fotos superpostas apresentadas. Atestam que a área é realmente ambiental desde a sua nascente no Riacho Caldeirão Verde que fazem parte do mesmo estuário). Mesmo assim, a urbanista sugere que o poder público da cidade de Jequié, apresente um projeto de sistema de drenagem das águas pluviais, contemplando toda a área urbana da sede municipal, assim como projeto de drenagem pluvial para a concessão de alvarás. (Verificar este documento se existe).
Nesta demanda o técnico foi acompanhado estranhamente por um dos representantes do grupo Brito&Lobo, parte ré, representante dos verdadeiros causadores dos danos ambientais, prestando depoimento favorável aos mesmos, sendo que nós, a ONG OGTREC, não foram convidados. Em sua versão diz que a área poderia ser construída se fizerem um dreno, como mostrado na foto de Nº 008. Diante do pouco caso. O tempo passa sem nenhuma resolução, e mais uma vez, chega uma frente fria e as chuvas das águas caíram novamente com maior rigor. Os moradores que mal se recuperaram dos prejuízos anteriores, pela segunda vez ver as águas chegaram a suas casas. Preocupados e revoltados, reuniram-se desesperados fechando uma área pública, a Avenida Cesar Borges. Fizeram um memorável protesto. (ver na foto 009 E 010). Enquanto aguardava os encaminhamentos anteriormente feitos à Promotoria Regional. Providencias foram ignoradas por tantas vezes. (Pedimos a reabertura do processo para o ressarcimento dos prejuízos causados).
Assim como estas e outras denuncias foram feitas e muitas advertências afirmadas à própria Promotoria, especialmente endereçadas ao Promotor Maurício Fultz Cavalcante no dia 09 de Maio de 21014 relatando especificamente sobre o mesmo assunto e prevenindo sobre a invasão e venda da área ambiental Lagoa das Garças, evidenciando todos os fatos, envolvendo também os mecanismos utilizados em licenciamentos irregulares nas áreas ambientais que tiveram como causa, tragédias, esquece-se de educar os infratores, que desviam também o sentido de preservação de determinada área não demarcada, destruindo todo o acervo natural com lixo, (foto de Nº ) que  transmuta a paisagem para fins de construções e empreendimentos irregulares, não havendo qualquer tipo de punição ou benefício para a cidade.
Este é mais um exemplo das intervenções irresponsáveis e sem nenhum critério, resultante em tragédias por conta dos licenciamentos explicitamente expedidos, e sem a realização dos devidos estudos de impacto ambiental, EIA - RIMA, gerando grandes prejuízos materiais para a população, danos ambientais no sistema hídrico da bacia, do lago, dos rios, que estão sendo gradativamente entulhados e assoreados, com a omissão anteriormente do próprio MP Estadual, que pareceu-nos ignorar fatos importantíssimos, podendo o mesmo ter solicitado a demarcação das áreas ambientais que fazem parte do perímetro urbano do município. Ao invés disto, fecha os olhos, enquanto as secretarias que libera a referida área para um grande empreendimento. O Açaí Atacadista.  Que ocupará 30% da área do estuário.
O licenciamento foi concedido em tempo recorde, e observamos que o local já foi parcialmente cercado por tapumes, onde tratores procedem na supressão e limpeza total da vegetação. A fauna aquática é morta com prejuízos irreparáveis e descaracterizando toda a área, que está amplamente sendo aterrada. Criando ainda um sobre piso de cascalho compactando a área para dar início as construções e instalações do empreendimento em tempo recorde.  Informamos que a Promotoria Regional ainda que ciente de todos estes fatos, e mesmo sendo advertida anteriormente na denuncia de Ofício 09/2014, ainda assim permite que tramitem tais licenciamentos sem maiores problemas.
O pior é que tudo isto é feito entre quatro paredes nos órgãos responsáveis, que deveria orientar educativamente. Na realidade, se agrupam e apossam-se das áreas ambientais sem nada pedir em troca.  Ninguém é responsabilizado pelos danos causados e o que poderia ser um empreendimento estudado ou ser incorporado um projeto ambiental de grandeza relevante, simplesmente ocupam as áreas ambientais gratuitamente, no sentido de negar benfeitorias para a cidade, trazendo como consequência grandes prejuízos para a população e para o Planeta. Uma ação contraria ao que propõe o Ministério das Cidades quanto ao desenvolvimento sustentável.
 Em 2014, em resposta a constante denuncia a Prefeitura Municipal de Jequié, que, sem consultar qualquer empresa técnica para fazer o estudo de caso, e ou, oferecer um projeto sustentável na área, simplesmente abre uma vertente viabilizando novos empreendimentos irregulares nas áreas beneficiando apenas uma família. A prefeitura para ajudar, apenas abre uma valeta aleatoriamente construída, onde se coloca um tubo de 1000 mm, que se tornará também ineficiente, permitindo a falsa sensação de legibilidade e dever comprido. Assim possa-se a sensação de legalidade, permitindo a venda de mais terrenos, dando andamento aos referidos licenciamentos. Ignoram-se as leis, e os erros tornam-se cada vez mais regulares.  Seguem os mesmos atores locais, que de maneira torpe, tripudia sobre nós e diz? (Aqui com jeitinho a gente consegue tudo), assim o lago é exterminado para sempre o lago, ficando apenas um legado negativo.
Decepcionados e descrentes, e sem as garantias de mesmo sermos ouvidos novamente, mais uma vez temerosos ao insistir em apresentar novas denuncia, pois estas se tornaram repetitivas, sem soluções e com grande possibilidade de reversão sobre nós denunciantes, pois estamos agora correndo o risco de passarmos a ser réus. “Dizem que; uma mentira sendo dita muitas vezes, toma-se uma conotação de verdade, e uma verdade sendo desmentidas várias vezes, torna-se uma mentira irreversível”. Enquanto isto o quadro se agrava, tomando um caminho perigoso, permitindo abusos de poder. As práticas continuam repetidas, erros são cometidos, não se veem adotar qualquer medida punitiva. Isto vem acontecendo desde gestões anteriores, as quais em certa ocasião, o CONDEMA foi notificado como inatuante, mesmo assim as práticas continuam rotineiras e lesivas as leis ambientais, causando em nós a sensação de impunidade e ineficácia, principalmente desrespeitando o Plano Diretor e a Constituição Federal.
Desesperadamente pensamos mais uma vez em apelar para a esfera Federal de Promotoria de Justiça na esperança de intervir junto à promotoria Regional, visto que esta esteve nos últimos anos praticamente complacente com as questões aqui expostas. As denuncias enumeradas amontoam-se e aumenta a cada dia, e diz algo sobre tais omissões, envolvendo licenciamentos irregulares expedidos pela Prefeitura Municipal de Jequié, através das Secretarias de Infra Estrutura e de Agricultura e Meio Ambiente, que concedem aleatoriamente ao setor empresarial e setor de construções civis, elementos fictícios para expedição de guias, alvarás de construções, concedidos sem sequer fazer estudos de impactos ambientais ou qualquer outro tipo de estudo ou vistoria.
 Certamente, com tão importantes agravantes ao que parece engavetados, ficam as demandas e os prejuízos sociais e ambientais a mercê do tempo, aparecendo apenas nos registros dos jornais e nos eventuais comentários na mídia oriundos da má gestão pública e na conivência entre atores e omissão da Promotoria Regional.
 Continua os favorecimentos ilícitos e a troca de benefícios políticos, ficando o engodo a cargo de alguns dos diretores das secretarias, que de maneira irresponsável, expedem os licenciamentos em troca de benefícios próprios, ou em benefício dos interesses políticos dos grupos aos quais representam, para que trabalham para não perder o poder e ainda quando questionado parte agressivamente com xingamentos e danos morais.
Aponta-se também a questão da falta de funcionamento do órgão colegiado CONDEMA, com representação paritária dos setores sociais e pelo Conselho de Meio Ambiente, que hora tem na promotoria um importante assento regulamentador e fiscalizador, deveria sim, em consonância com o conselho, adotar certas medidas, dando suporte legal aos licenciamentos de maneira positiva e participativa, isentando membros do conselho da culpa, retirando também toda a pressão que recai sobre O MP e conselheiros e as próprias Secretarias. 
O conselho foi criado desde gestões anteriores, mas nunca foi efetivado devidamente, ou sequer, teve seu estatuto aprovado para funcionar na forma da lei como deveria. Sequer existe legalmente, ficando engavetado seu regimento na Prefeitura Municipal, que ficticiamente aprova seus representantes sem efetivar ou aprovar na Câmara de Vereadores. Ficando apenas como elemento “existente”, mas sem legalidade, já que não foi constituído devidamente, portanto não regulamentado.
Não foram criadas as câmeras técnicas que daria suporte a presidência, que também fica ainda a cargo do Secretário da Agricultura e Meio Ambiente. Ser presidente, também gestor da secretaria e presidente do Conselho, toma  caráter bilateral, pois o conselho não pode ter como presidente um Secretário, como órgão expedidor de licenciamentos e presidente, órgão fiscalizador, ainda tendo como atenuante a não atuação oficial de conselho.
As reuniões ficaram restritas as mesmas pessoas tomando caráter de domínio, sendo que as vezes que se reuniram, foram oportunamente para escolha do presidente em reuniões pontuais, sem a participação expressiva de seus membros, perdendo a sua verdadeira função e eficácia.
 O conselho então passa a ser desacreditado e inatuante, ficando as resoluções a cargo restrito e domínio exclusivo da Secretaria da Agricultura Irrigação e Meio Ambiente, de onde sai irresponsavelmente todas as aprovações e desaprovações nos licenciamentos a bel prazer do diretor de meio ambiente e supostamente endossado pelo seu secretário, que ao que parece, sem questionamentos, pois o CONDEMA nunca é reunido ou consultado, assim seus representantes, pessoas dos diversos setores, ficando mal vistos.
Engajado nesta luta e não tendo nada mais a denunciar na esfera Regional da Promotoria, por desacreditar, a ONG OGTREC como representante do terceiro setor, acreditando que ainda haja pessoas de caráter ilibado, pede a intervenção mais uma vez desta Promotoria Regional, visto que, com a cadeira oferecida a uma pessoa com ampla visão do assunto como a Excelentíssima Promotora Monia Lopes, abre-se esperanças de que possamos ser vistos, não como agentes de contendas, e sim, pessoas que buscam um equilíbrio e pensam num futuro melhor e sustentável.
Esperamos que a excelentíssima senhora convocasse membros do colegiado e fizesse um acompanhamento detalhado na pauta e conselheiros, visto as necessidades. Assim convidaria a conhecer titulares, suplentes, presidentes para uma nova composição, pois como é do nosso saber, alguns dos membros repetem mandato a mais de quatro períodos durante a construção do colegiado nos mandatos subsequentes.
Solidário a causa ambiental e sabendo que a ultima eleição foi imposta a eleição de presidente, que estrategicamente indicado o Secretario de Agricultura e Meio Ambiente. Solicitamos um novo presidente eleito democraticamente em votação, e após proceder também na escolha dos membros do colegiado inclusive com a participação de mais representações do terceiro setor, a ONG OGTREC, procedendo assim com a formação das câmeras técnicas e plenária, para exercer plenamente o mandato, como manda o regulamento do Regimento Interno, acontecendo reuniões mensais e votadas efetivamente para proceder na renovação do quadro atual com membros do conselho que possam opinar descentemente. Desta forma, podendo realizar realmente uma gestão compartilhada.
Reiterando que estes acontecimentos vêm desde o final da gestão período 2009/2012, mas que estão dando continuidade aos mesmos erros, pois seguem empregadas as mesmas pessoas que ocupam cargos de confiança.
Em tempo, pedimos a intervenção imediata sobre estes licenciamentos hora concedidos e denunciados, onde já está em fase de construção alguns empreendimentos, sendo em área ambiental de Lagoa Natural, áreas de APPs, Lagoa das Garças, a esquerda sentido centro, na Av. Cesar Borges, que consequentemente, as águas pluviais estarão sendo barradas. Adverte-se que ocorrerão grandes problemas, além de perdermos a oportunidade de construir uma grande área ambiental para a cidade. Sem este pensamento poderia desencadear   novos problemas na parte já afetada do Loteamento Paquetá, que já foi vitima de enchentes com muito menos intervenções no local do que a que está sendo feita agora.
 Assim, nada mais tendo a acrescentar, fica a “denuncia” com conotação de cobrar educação tal qual também advertências, e um pedido de troca de paradigma, ate mesmo a escolha entre permanecer nos erros e serem penalizados ou aceitar as leis do país como uma nova chance. E para quem quer continuar se beneficiando ou beneficiando os seus padrinhos, afilhados e grupos políticos. Assim sem mais nada para o momento, pedimos providencias imediatas. Atenciosamente.  


Julival Cardoso Pereira
Presidente da ONG OGTREC
Consultoria ambiental
          

Provas arquivo  /  Ilustrações


Foto/ 001 - Inundação. Saída de água interrompida, fundo Cond. Reserva das Mangueiras Lagoa das Garças, onde se ver grande quantidade de dejetos. 


 Foto de Nº 02 - Saídas de água com diâmetro de 0,50 ineficientemente dimensionadas. 

Foto 003/ Inundação. A vazão da água a montante, torna-se crítica em direção a jusante, tendo com o receptor o Rio Jequiezinho, causando transbordo na área anterior inundando as casas. Observe a quebra de barrancos devido a fúria das águas. 

 Foto N° 004 - Entrada de água provenientes de o Riacho Caldeirão Verde, 24 horas após as chuvas. Observe que parte da água vem diretamente do Condomínio Pindorama, águas do Córrego dos Umbuzeiros, passando pela rua M, que foi sumariamente aterrada, as ruas centrais sem rede fluvial, onde derrubou um muro de mais de 100 metros, a quantidade de água é superior  a 1000 metros cúbicos p/segundo,  Lagoa Pindorama.

Foto de Nº 05 - Área inundada, abarcando uma escola, um galpão de móveis e dezenas de residências, Rua São José, Loteamento Paquetá. A água alcança 2,0 acima do nível de altura da Rua São José alcançando até a Av. Cesar Borges, Posto Borda da Mata.

Foto de Nº 06 – Escola totalmente inundada Rua São José, Loteamento Paquetá.

Foto de Nº 07 - Residências totalmente  inundadas Loteamento Paquetá

Fotos de Nº 08 - Tentativa de abertura de uma vala sem resultados durante as chuvas. Lateral da Av. Cesar Borges vizinho ao Loteamento Paquetá.

Foto de Nº 09 - Policiamento para conter os moradores desesperados frente aos prejuízos causados.

Foto Nº 10 - Policiais para conter moradores.

 Fotos superpostas

Tomada de ângulos sequenciais do Lago das Garças. Vemos a qualificação e características da área como ambiental comprovada através de fotos históricas onde na sequência observamos a quantidade de água e plantas aquáticas.

Fotos 011 e 012 - Retirada de areia desordenado, causando grande impacto no leito do rio. Sugerimos o acompanhamento do MP e vista aos licenciamentos concedidos e indicação no acompanhamento dos serviços de retirada de areia por técnico especialista ambiental e obrigatoriedade de pagamento ambiental em relação a areia retirada, estabelecer uma taxa.

Fotos do estuário lagoa das garças sendo descaracterizado por lixo urbano.
Caminhão jogando o lixo da empresa torres, desde a gestão anterior.

Patrol da Prefeitura Municipal de Jequié espalhando lixo, inclusive também da foto abaixo.


 Veja mais fotos na matéria seguinte.
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