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domingo, 14 de dezembro de 2025

No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar...

Isso quer dizer que 92% da população está em declínio até alcançar os 29% de analfabetos funcionais que são incapazes de interpretar corretamente qualquer texto e não possuem capacidade alguma em matemática. Ou seja, 1/3 não serve pra nada no Brasil.

E pasmem, 38% dos universiotários brasileiros são Analfabetos Funcionais. Mesmo com Papel de Parede exibindo graduações, mais de 1/3 são inuteis para a nação. 

O que resulta em tragédias anunciadas como os 50.000 médicos que estão abaixo do padrão de qualidade. Ou seja, foram aprovados com notas 1 e 2 de 5... Médicos que mal sabem pra que serve uma dipirona. Mas estão esparramados pelo país "salvando" vidas... CUIDADO!!!

Mas o que fazer se estamos em um país com Q.I. 85 , colocando nosso povo no 50º lugar entre as nações, perdendo feio pra Vietnã, Malasia, Mongólia... já que inteligência é um fator com 80% de base genética!? Nada. Burro gera burro. Ponto. Mas pelo menos poderíamos reduzir os Analfabetos Funcionais melhorando a educação de base.

Sem educação de base, Nelson Rodrigues estava certo: " _Os idiotas vão tomar conta do Brasil; não pela capacidade, mas pela quantidade_ ".

E quem mais reproduz são os pobres: 2,15 enquanto a média é de 1,5. E estes filhos de pobres só tem 2,5% de chances de chegar ao topo da pirâmide, já que o nível educacional é extremamente baixo, resultando em mais incapacitados mentalmente para gerar riqueza para a nação, mesmo tendo como objetivo o Papel de Parede que não garante conhecimento nem ascendência na pirâmide.

RESULTADO DE TUDO ISSO: BRASIL ATUAL!

by Wagner Miranda


Fontes:

8% com capacidades plenas

29% de analfabetos funcionais

38% dos universiotários

50.000 mil incapacitados trabalhando

Q.i. 85 - Posição

Idiotas dominantes

Mais filhos de Pobre

2,5% de chances de subir


terça-feira, 29 de abril de 2025

O efeito dunning-kruger: Quando a Ignorância se Torna Arrogância


A famosa declaração "Só sei que nada sei", atribuída a Sócrates por Platão, revela um princípio atemporal: o verdadeiro conhecimento começa com o reconhecimento da própria ignorância. Contudo, em um mundo dominado por redes sociais e acesso instantâneo à informação, esse paradoxo foi invertido.

Em 1999, os psicólogos David Dunning e Justin Kruger publicaram um estudo revolucionário na Cornell University: “pessoas com baixa capacidade em determinadas áreas frequentemente superestimam suas habilidades, enquanto os verdadeiros especialistas subestimam as próprias”. Ou seja:

  • Incompetência gera confiança ilusória: Pessoas com baixa habilidade em uma área não apenas falham em reconhecer sua falta de competência, mas superestimam grotescamente suas capacidades
  • Competência gera humildade: Verdadeiros especialistas tendem a subestimar seu conhecimento, assumindo que tarefas simples para eles também o são para outros.

Esse fenômeno, batizado de Efeito Dunning-Kruger, explica por que indivíduos medianos — ou mesmo incompetentes — dominam debates públicos, tomam decisões catastróficas e ainda se sentem geniais (rsrsrs).

Quando esse viés cognitivo se espalha por uma nação inteira o resultado é o colapso intelectual, político e econômico. Exemplos:

  • 88% dos motoristas se consideram "melhores que a média" (impossível estatisticamente).
  • 70% das pessoas com notas baixas em testes de lógica se avaliam como "acima da média".

Isso resulta em pessoas que são menos do que pensam, mas agem como se se fossem algo importante ou confiante!

E os resultados daqueles que acham que sabem alguma coisa evolui para políticas públicas resultando em escolhas erradas e desastrosas para toda uma nação, pois eleitores mal-informados elegem líderes que não entendem de economia, diplomacia, ciência, mas se acham gênios e escolhem auxiliares do mesmo nível, amplificando os erros.

A crise hiperinflacionária na Argentina (2023) foi um casio real, onde políticas econômicas irracionais foram defendidas por milhões de "Krugers". Líderes populistas exploram esse viés com discursos simplistas que soam "óbvios" para leigos, alimentando egos com promessas impossíveis — mesmo quando a matemática básica as contradiz..

Com a ascensão das tecnologias, o Brasil tornou-se um berço “experi
mental” desse efeito manada que destrói nações, pois as redes sociais se tornaram o celeiro perfeito para o Efeito Dunning-Kruger em massa onde plataformas como Twitter (X), Facebook, YouTube, Instagram, TikTok etc, recompensam convicção cega, não conhecimento real. O resultado é uma legião de "especialistas" autoproclamados que nunca leram um livro acadêmico, mas se acham donos da verdade em temas complexos como Medicina, Economia, Política, Ciência ("químicos e físicos de WhatsApp")... 

Como as redes sociais priorizam engajamento e não precisão o “algoritmo da ignorância confiante” alimenta opiniões extremas e simplistas que viralizam mais que análises ponderadas, muitas vezes devido a sua complexidade textual que exige um raciocínio lógico. Dessa forma o algoritmo recomenda conteúdo que confirma vieses, criando bolhas onde o usuário nunca é desafiado e se sente um cientista no assunto que mal arranhou a superfície. Mas diante de ignorantes, um imbecil mais esperto vira “intelectual”.

E no Brasil esse efeito é extremamente poderoso devido a diversos fatores como causas estruturais onde escolas não ensinam pensamento crítico, apenas memorização (73% dos brasileiros não interpretam textos complexos (INAF, 2022)), mídia sensacionalista trazendo notícias simplificadas que reforçam ilusões de conhecimento e conteúdo pobres em conhecimento que são mais explorados nas redes levando qualquer um a se sentir "especialista" em 5 minutos de YouTube, Instagram etc, mesmo 62% das pessoas que compartilham fake news jamais terem lido o conteúdo completo, se limitando apenas aos títulos conforme mostrou um estudo da Nature em 2022.

"Nunca na história tivemos tanto acesso à informação — e nunca fomos tão ignorantes do que não sabemos" - Neil deGrasse Tyson

Hoje em dia, pessoas leem 2, 3 posts e acham que dominam um tema, assistem 15 minutos de vídeo e se sentem especialistas, mas não são capazes de distinguir fontes confiáveis (Nature, The Lancet) de lixo pseudocientíficos (blogs conspiracionistas). 

Então o resultado é que quem fala com mais certeza (não quem tem mais conhecimento) ganha atenção e debates públicos são dominados por charlatões, enquanto especialistas são cancelados por "complicar demais". Um exemplo clássico foi que durante a pandemia, médicos e cientistas reais, com anos de experiência prática, eram atacados por "haters" que aprendiam medicina no YouTube, tonando-se Googles PhDs da cultura do atalho.

Assim formamos uma sociedade de "Sabichões" incompetentes, gerando uma polarização extrema com pessoas discutindo com ódio sobre temas que não entendem “bulhufas”. Dessa forma, ninguém muda de ideia, porque todos acham que estão certos baseados em seus doutorados de redes sociais.

E acabamos com cientistas ignorados, enquanto influencers são aclamados com seus palpites errados e danosos, profissionais que estudaram anos para ter sua autoridade roubada por um viral de TikTok com cérebro de minhoca.

Sendo assim, a “ilusão do especialista” Kruger vem alimentando um efeito manada desastroso que pode levar o Brasil a um caos social nunca imaginado se as redes sociais continuarem premiando a arrogância da ignorância. Mas a solução começa quando cada um de nós parar de compartilhar certezas vazias e voltamos a valorizar quem realmente estuda. 

O Brasil ficou em 63º lugar em matemática (entre 81 países) e o motivo ficou claro quando 59% dos alunos avaliaram seu próprio desempenho como "acima da média" em 2022. Da mesma forma que 54% dos formandos em Direito 2021, não sabiam explicar o que é habeas corpus. Ou quando 81% dos brasileiros que investiram em cripto em 2021 não entendiam blockchain. Lembrando que 41% dos brasileiros acreditavam que "economia é senso comum" e não exigia formação técnica. E o efeito prático de tanta ignorância é o gasto anual com "terapias alternativas" sem comprovação executado pelo SUS, por exemplo, que chegou a R$ 1,2 bilhão.

Sendo assim, o custo da ignorância confiante dos Krugers dói no bolso, não apenas nos ouvidos de quem realmente sabe do que está falando, e não tende a diminuir pois 72% dos prefeitos eleitos em 2020 não tinham ensino superior completo (TSE, 2021) e não tende a melhorar já que eleitores que menos sabiam sobre políticas públicas em 2019 eram os mais confiantes em suas escolhas (83% de certeza vs. 47% entre bem-informados).

Então não seja um Kruger, se informe em sites confiáveis. Sei que não é fácil ler textos longos como esse, mas é o resultado de horas e talvez dias de pesquisa para apresentar informações baseadas em dados reais que podem ser confirmados nas fontes de referência. Mas vale a pena pesquisar as fontes para ampliar o conhecimento.

O Efeito Dunning-Kruger não é só um fenômeno psicológico — é uma bomba-relógio social. Países que não o combatem viram terrenos férteis para populistas, charlatões e crises evitáveis.

"O problema do mundo é que os estúpidos são tão confiantes, e os inteligentes tão cheios de dúvidas." — Bertrand Russell

Mas tem saída: Reconhecer a própria ignorância — o primeiro passo, segundo Sócrates, para a verdadeira sabedoria.

by Wagner Miranda


Fontes e Referências:
  • Decisões políticas equivocadas R$ 150 bi (3% do PIB) - IPEA, 2023
  • Tratamentos médicos ineficazes R$ 28 bi - CNS, 2022
  • 81% não sabem o que é Blockchain - XP Inc., 2022
  • 54% não sabem  o que é habeas corpus - OAB, 2021
  • Terapias alternativas no SUS - TCU, 2023
  • Estudo da Princeton University (2019) sobre eleitores bem informados
  • 72% de prefeitos serm ensino superior completo - TSE, 2021
  • Dunning, D. (2011). "The Dunning-Kruger Effect: On Being Ignorant of One’s Own Ignorance"
  • Achen, C. H. & Bartels, L. M. (2016). "Democracy for Realists"
  • Kahneman, D. (2011). "Thinking, Fast and Slow"
  • Pennycook, G. et al. (2020). "Who Is Susceptible to Fake News?
  • Pesquisa do FGV/DAPP (2022) - 68% dos eleitores admitiram votar por votar
  • Estudo da Nature (2022) - 62% das pessoas que compartilham fake news só leram o título
  • Motta, M. et al. (2021). "The Dunning-Kruger Effect and COVID-19 Misinformation"
  • Dunning & Kruger, Journal of Personality and Social Psychology, 1999 - DOI
  • Nichols, T. (2017). "The Death of Expertise" - Oxford University Press
  • Efeito Dunning-Kruger - Warren
  • Pennycook, G. et al. (2021). "Shifting Attention to Accuracy Can Reduce Misinformation - DOI
  • Vosoughi, S. et al. (2018). "The Spread of True and False News Online - DOI
  • Estudo Original de Dunning & Kruger (1999) - DOI
  • Fake News e Dunning-Kruger - DOI
  • Impacto do Dunning-Kruger na Política - DOI 
  • Casa dos Memes
  • Correção: DeepSeek

UM PAÍS DE PATETAS? O colapso intelectual brasileiro: Quando a Ignorância Vira Regra

O Brasil sempre foi um país de contrastes, mas há uma divisão que poucos se atrevem a discutir abertamente: a entre uma minoria capaz de pensar criticamente e uma maioria que age por impulso, repetição ou pura incapacidade cognitiva.

Dados alarmantes mostram que apenas 8% da população adulta consegue raciocinar com lógica mínima. Os outros 92% têm dificuldades graves de interpretação, compreensão e análise — o que explica por que discursos simplistas, fake news e promessas vazias como "picanha" ganham tanto espaço.


O resultado? Um QI médio nacional de 83, abaixo do mínimo considerado funcional (90+) e muito inferior a países como Argentina (90), Chile (89) ou mesmo Colômbia (84). Pior: estamos regredindo. Pela primeira vez na história, os jovens brasileiros têm menos capacidade intelectual que seus pais e avós.

Se o Brasil fosse um paciente, o diagnóstico seria: demência coletiva acelerada.


1. A Tragédia dos 92%: Quando a Maioria Não Entende Nada

Pesquisas do Instituto Paulo Montenegro (Ação Educativa) e do IBGE revelam que:

  • 73% dos brasileiros não conseguem interpretar um texto simples (como uma notícia ou instrução básica).
  • 68% falham em operações matemáticas do cotidiano (juros, porcentagem, proporções).
  • 62% não sabem explicar inflação (IPEA, 2023).
  • 78% apoiam "soluções" inconstitucionais se soarem "justas" aos ouvidos dementes (FGV Direito SP).
  • O resultado é que apenas 3 em cada 100 atingem proficiência plena em leitura e lógica.

O problema não é falta de escolaridade (está sobrando papel de parede), mas falta de capacidade, pois mesmo entre quem frequentou a escola, o desempenho é catastrófico:

  • 52% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais (Inaf, 2022).
  • 1 em cada 3 professores do Ensino Médio não domina o conteúdo que ensina (Saeb, 2021).
  • Ou seja: o sistema não forma pensadores — forma repetidores de clichês.


2. O Efeito "Idiotocracia": Como a Burrice se Torna Poder

Em 2006, o filme Idiocracy (Mike Judge) retratava um futuro onde a inteligência era extinta e a sociedade era governada por imbecis. O Brasil parece ter levado o roteiro a sério e segue as leis e regras à risca.

  • Lei de Gresford (da estupidez): "Pessoas burras são mais perigosas que mal-intencionadas, porque são numerosas e imprevisíveis."
  • Efeito Dunning-Kruger: Quem menos sabe, mais se acha competente. Daí a explosão de "especialistas" em redes sociais.

O resultado são líderes medíocres que são eleitos por eleitores que se identificam com sua falta de profundidade e seu excesso de mediocridade.


3. O Futuro (ou falta dele):

Em 1964, o escritor Arthur C. Clarke previu:

"Os habitantes mais inteligentes do futuro não serão homens ou macacos, serão máquinas."

No Brasil, isso já está acontecendo: A IA substituindo humanos. Chatbots atendem melhor que atendentes. Algoritmos decidem investimentos melhor que economistas. Ensinam melhor que professores! 

O resultado é que essa Geração Z está mais vulnerável: Crianças com QI de 5 pontos, menor que a geração anterior (Lynn & Becker, 2019). Isso é assustador e garantirá um futuro catastrófico, pois enquanto elites usam IA, a maioria mal sabe usar um caixa eletrônico. Se nada mudar, em 20 anos seremos um país de analfabetos digitais governados por algoritmos.

Mas se corrermos ainda temos algumas saídas  como Revolução educacional com foco em lógica, não em decoreba. Testes de QI e aptidão para cargos públicos e demissão de quem não quer produzir (fim dos parasitas). Meritocracia radical com incentivos reais para os capazes e bem preparados.

Porém o primeiro passo é admitir o problema: o Brasil está ficando mais burro. E pior: muitos nem percebem — porque estão entre os 92% e se sentem "especialistas" ao lerem materias incompreensíveis nas redes sociais e debaterem entre iguais os seus achismos de mesa de bar, escolhendo as bizarrices como se fossem dados científicos.

Mas como disse Aristóteles: "Uma nação que não valoriza a inteligência logo será governada por quem não a tem." Parece que profetizou o Brasil, o país que escolheu a mediocridade como via de regra.

by Wagner Miranda


Fontes e Referências:

  • Lynn & Becker, 2019; World Population Review, 2023
  • Lynn, R. & Vanhanen, T. (2012). "Intelligence: A Unifying Construct for the Social Sciences."
  • "National IQ Scores - World Data" (2021).
  • Instituto Paulo Montenegro (Ação Educativa) - Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF, 2022).
  • OECD (2019). "Skills Matter: Additional Results from the Survey of Adult Skills."
  • IBGE (2020). "PNAD Contínua - Educação."
  • INAF (2022). "Alfabetismo Funcional no Brasil."
  • OECD (2018). "Programme for the International Assessment of Adult Competencies (PIAAC)."
  • INAF (2022) - 52% dos universitários são analfabetos funcionais
  • Flynn Effect Reversal (2018). "IQ Decline in Brazil: A Meta-Analysis."
  • Pietschnig & Voracek (2015). "One Century of Global IQ Gains: A Meta-Analysis."
  • FGV Direito SP (2023). "Percepção da Justiça no Brasil."
  • IPEA (2023). "Educação Financeira no Brasil."
  • SAEB (2021). "Prova Brasil - Desempenho Docente."
  • Arthur C. Clarke (1964): Clarke, A. C. (1964). "Profiles of the Future: An Inquiry into the Limits of the Possible."
  • Geração Z com QI 5 pontos menor: Lynn, R. & Becker, D. (2019). "The Intelligence of Nations."
  • INAF/IBGE: Ação Educativa
  • OECD/PIAAC: OECD Skills Outlook
  • QI por país: "The Intelligence of Nations" (Lynn & Becker, 2019)
  • Lynn, R. (2012). "IQs of Nations: Brazil in Global Context." DOI 
  • Declínio do QI  - Pietschnig, J. & Voracek, M. (2015). "Flynn Effect Reversal." - DOI
  • Alfabetismo Funcional no Brasil (INAF) Relatório Completo (2022): Ação Educativa
  • Dificuldades Cognitivas e Educação (OECD). OECD PIAAC (2019). "Skills Outlook: Brazil."
  • Queda de QI em Países em Desenvolvimento - Dutton, E. et al. (2018). "The Intelligence of Populations." - DOI
  • Mapa Global de QI: World Population Review
  • Correção Ortográfica: DeepSeek

segunda-feira, 17 de março de 2025

Professor: Uma profissão fadada ao fracasso?

A profissão que transforma vidas, transformada em um desafio. Ser professor já foi considerado um dos pilares mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. No entanto, nos últimos anos, a profissão tem enfrentado uma crise de valorização, respeito e reconhecimento, impactando diretamente a formação adequada das futuras gerações.

Um estudo realizado pelo Instituto Península (2022) revelou que 72% dos brasileiros consideram a profissão docente desvalorizada, enquanto 74% acreditam que ser professor hoje é mais difícil do que no passado. A pesquisa também apontou que, apesar de reconhecerem a importância dos professores para o país, muitos brasileiros não veem a escola como um ambiente profissional adequado, com condições de trabalho e oportunidades de desenvolvimento que atraiam novos talentos. Esse cenário explica por que a maioria dos entrevistados não recomendaria a carreira docente para seus filhos.

A desvalorização salarial é um dos principais fatores que contribuem para essa percepção. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, 2019), os professores brasileiros estão entre os piores remunerados quando comparados a outros países. Enquanto alguns profissionais alcançam salários acima de R$ 10 mil, a maioria recebe valores significativamente menores, muitas vezes incompatíveis com a complexidade e a carga de trabalho da profissão.

Além disso, a rotina exaustiva dos professores, que frequentemente levam trabalho para casa — como correção de provas, preenchimento de diários de classe e elaboração de relatórios —, tem desestimulado novos ingressantes na carreira. Essa sobrecarga contribui para problemas de saúde física e mental. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB, 2020), 60% dos professores relatam sofrer de estresse crônico, ansiedade ou depressão, agravados pela falta de apoio e pela pressão por resultados.

Desafios da profissão docente:

  • Falta de valorização profissional
  • Baixos salários
  • Condições precárias das escolas
  • Falta de apoio e reconhecimento da sociedade
  • Falta de envolvimento e participação das famílias dos alunos
  • Falta de disciplina e interesse dos alunos
  • Lacunas na formação inicial
  • Sobrecarga de trabalho
  • Constantes mudanças na educação
  • Militância desenfrada
  • Indisciplina e comportamento inadequado dos alunos.

Outro desafio é a interferência de gestores e políticas públicas que, muitas vezes, baseiam decisões em opiniões pessoais, modismos ou ideologias, em vez de evidências pedagógicas. Isso gera frustração entre os docentes, que se sentem culpabilizados pelos resultados insatisfatórios de suas turmas, mesmo quando as condições de trabalho são precárias. A falta de perspectivas de crescimento na carreira também é um fator que contribui para o desânimo profissional.

Diante desse cenário, a escolha pela docência precisa ser movida, acima de tudo, por paixão. A profissão, que já foi sinônimo de transformação e esperança, hoje enfrenta desafios que colocam em xeque sua sustentabilidade. No entanto, sem valorização e condições adequadas, o futuro da educação no Brasil permanece incerto, principalmente diante da militancia que as escolas enfrentam nos dias atuais.

by Wagner Miranda

Referências:

  • Instituto Península. (2022). Perfil do Professor Brasileiro
  • OCDE. (2019). Education at a Glance.
  • Universidade de Brasília (UnB). (2020). Saúde Mental dos Professores no Brasil.
  • USP - Professores, Desencanto com a Profissão e Abandono do Magistério
  • Medium - Sete motivos para você não se tornar professor
  • R7 - Educação
  • Meu Artigo - Por que a carreira docente não é atraente?
  • JP - Metade dos professores do País não recomendam profissão
  • Deepseek - Correção ortográfica

domingo, 19 de julho de 2020

Índice H para pesquisadores: entenda o que significa e como obter


Você sabe o que quer dizer Índice H? E como fazer o cálculo? Está iniciando na produção científica e tem dúvidas sobre o assunto? Saiba isso e muito mais a seguir.

Mas, afinal, o que é e para que serve? Ele é um indicador de qualidade em produção científica importante no meio. Foi criado em 2005 para avaliar a relevância do trabalho de pesquisadores.

Para que serve o Índice H?

O Índice é um indicativo de qualidade e de notoriedade no segmento científico. Por essa razão, os pesquisadores devem buscar atualizar sempre o seu H.

Como Obter o Índice?

Também chamado de H-Index no idioma inglês, a quantificação da produtividade dos cientistas é feita através dos seus artigos (papers) mais citados.

O índice trata-se do número de artigos com citações maiores ou iguais ao número. Se um pesquisador tem H 5 quer dizer que ele teve 5 artigos que receberam igualmente 5 ou mais citações.

Segundo o site SBFnosia, os artigos menos citados não seriam considerados no cálculo.

1 – Portal de Periódicos – Capes

E como calcular a relevância do pesquisador? O Ministério da Educação disponibiliza uma ferramenta de busca através da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para as pesquisas de trabalhos científicos.

Assim, o pesquisador pode encontrar seus artigos e efetuar o cálculo de citações já feitas.

Ao entrar no Portal de Periódicos, basta preencher as informações nos campos de busca e começar a localizar os seus trabalhos.

2 – Google Acadêmico

O Google Acadêmico é uma outra alternativa para busca de artigos, além de teses e livros. Você deve acessá-lo, clicar em “Minhas citações” e fazer o seu login. Caso não tenha cadastro no Google, clique em “Inscreva-se”.

Na etapa de perfil, você deve preencher os campos necessários. Já na fase seguinte entram os artigos. Você deve selecionar e adicionar aqueles que são do seu interesse.

A forma como você efetua a busca faz toda a diferença no resultado. Se não localizou as citações que procurava, tente com outras variações de nome, procurando de formar diferentes. Não deu certo? Siga em frente, clicando em “Pular esta etapa”.

Na etapa “Atualizações”, haverá o número de citações (com o H) e uma lista de citações por artigo, importantes para o cálculo do Índice.

3 – Scielo

Para obter o seu Índice pesquisando no Scielo, você deve entrar na página, definir o idioma de navegação caso não esteja no português e iniciar a sua busca por artigos.

Se os seus textos estão em português, lembre-se de escolher esse idioma também no momento da pesquisa. A partir daí, você terá a informação do número de citações por artigo.

Como obter o indice h

Neste link, você confere como fazer o cálculo do Índice a partir dos trabalhados localizados pelo Scielo.

Essas foram algumas alternativas para que você consiga encontrar o seu Índice. Há outras formas de busca possíveis, porém fizemos uma pequena seleção para criar um atalho e te ajudar a executar mais rápido a sua tarefa.

Conseguiu sanar suas dúvidas sobre como obter o seu Índice H? Compartilhe as informações!

O Google Scholar é um primeiro passo óbvio. Você digita o nome, encontra o perfil e - ah, aí está! O índice h , bem no topo. Agora você conhece a qualidade deles como estudioso.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

PCdoB inimigo dos estudantes brasileiros?


“Depois do PT no governo, os estudantes só podem tirar carteira de estudante nessas entidades. Quanto cada uma? 35 reais. Multiplique por milhões de estudantes em todo o Brasil. É fonte de receita para o PCdoB. Uma patifaria”, disse Rocha a O Antagonista.

Na justificativa do projeto para acaber com o monopólio das carteirinhas, o senador Rocha argumenta que a lei em vigor, “ao limitar a expedição da identidade estudantil às associações e agremiações, infringiu o direito à liberdade de associação, uma vez que condicionou a expedição do documento à filiação associativa”. (Leia clicando AQUI a íntegra da proposta).

A carteirinha estudantil é um item obrigatória para ter direito a meia-entrada em cinemas, teatros, museus, ônibus, etc. Cada estudante é obrigado a pagar o valor de R$ 35,00 para adquirir a carteirinha. 

Com a Medida Provisória 895/19, publicada no dia 09/09/2019 no Diário Oficial da União, criou a carteira estudantil gratuita em formato digital. O documento, chamado de ID Estudantil, está sendo emitido por aplicativo de celular das lojas virtuais Google Play e Apple Store.

O estudante que quiser poderá obter a versão física, também gratuita, em agências da Caixa Econômica Federal, acabando com o monopólio do roubo aos estuantes brasileiros. Mas para isto tornar-se definitivo é preciso ser analisado pela comissão mista. O texto aprovado na comissão será votado posteriormente nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. (Saiba mais sobre a tramitação de MPs).

Porém, o PCdoB nada feliz com o beneficio aos pobres, apresentou 55 das 163 emendas à medida provisória que acaba com a exclusividade da UNE e da Ubes na emissão de carteirinhas estudantis, diz a Crusoé.

Na prática, o novo modelo gratuito encolhe ainda mais o PCdoB, já que acaba com as principais fontes de financiamento das duas entidades, que são controladas há mais de duas décadas pelo partido.

A campanha conta com apoio dos artistas que são contra meia entrada.

Fonte 1 | Fonte 2 | Fonte 3 | Imagens Internet

quinta-feira, 16 de maio de 2019

A Palavra Filosofia

A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filosofo: o que ama a sabedoria tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.

Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filosofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, philia = amor, amizade + sophia = sabedoria) modernamente é uma disciplina, ou uma área de estudos, que envolve a investigação, análise, discussão, formação e reflexão de ideias (ou visões de mundo) em uma situação geral, abstrata ou fundamental. Originou-se da inquietação gerada pela curiosidade humana em compreender e questionar os valores e as interpretações comumente aceitas sobre a sua própria realidade. As interpretações comumente aceitas pelo homem constituem inicialmente o embasamento de todo o conhecimento.

Estas interpretações foram adquiridas, enriquecidas e repassadas de geração em geração. Ocorreram inicialmente através da observação dos fenômenos naturais e sofreram influência das relações humanas estabelecidas até a formação da sociedade, isto em conformidade com os padrões de comportamentos éticos ou morais tidos como aceitáveis em determinada época por uma determinado grupo ou determinada relação humana.

A partir da Filosofia surge a Ciência, pois o Homem reorganiza as inquietações que assolam o campo das ideias e utiliza-se de experimentos para interagir com a sua própria realidade. Assim a partir da inquietação, o homem através de instrumentos e procedimentos equaciona o campo das hipóteses e exercita a razão. São organizados os padrões de pensamentos que formulam as diversas teorias agregadas ao conhecimento humano. Contudo o conhecimento científico por sua própria natureza torna-se suscetível às descobertas de novas ferramentas ou instrumentos que aprimoraram o campo da sua observação e manipulação, o que em última análise, implica tanto na ampliação, quanto no questionamento de tais conhecimentos.

Neste contexto a filosofia surge como “a mãe de todas as ciências”. Didaticamente, a Filosofia divide-se em:
  • Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
  • Metafísica ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.
  • Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da crença, da justificação e do conhecimento.
  • Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
  • Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O Mecanismo da Netflix e o trabalho da Lava Jato


O Mecanismo é uma série da Netflix e retrata os acontecimentos da Lava Jato que levou à prisão centenas de vagabundos de colarinho branco e continua conectando seres inúteis e sanguessugas ao grande bloco que se tornou esta investigação que envolve a esplendida Polícia Federal e o grandioso Ministério Público que unidos tentam limpar a escória do Brasil.

Abaixo segue alguns dos personagens e suas respectivas figuras representativas na vida real:

1. Delegado da Polícia Federal
Um dos protagonistas, Selton Mello interpreta Marco Ruffo, inspirado em Gerson Machado, delegado da Polícia Federal envolvido no início da investigação.
2. Doleiro
O doleiro Alberto Youssef na série é o personagem Roberto Ibrahim, interpretado por Enrique Díaz.
3. Juiz Sérgio Moro
Sérgio Moro, juiz responsável por comandar o julgamento em primeira instância da Operação Lava Jato, é o papel vivido por Otto Jr., do Juiz Rigo.
4. Lula
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, é representado no seriado como sendo João Higino, papel de Arthur Kohl.
5. Dilma
A ex-presidente Dilma Rousseff, por sua vez, pode ser associada ao papel da também ex-presidente Janete Ruscov (Sura Berditchevsky) 
6. Temer
Michel Temer é o vice-presidente Samuel Thames, feito por Tonio Carvalho.
7. Delegada
Verena Cardoni, personagem da atriz Caroline Abras é inspirado na delegada da Polícia Federal Erika Marena, que atou na Operação Lava Jato.
8. Ex-diretor da Petrobras
Envolvido no esquema de corrupção, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa inspirou João Pedro Rangel, papel interpretado por Leonardo Medeiros.
9. Odebrecht
O empreiteiro Marcelo Odebrecht envolvido na Lava Jato é na série Ricardo Brecht, personagem de Emílio Orciollo Neto.
10. Aécio Neves
Lúcio Lemes, papel de Michel Bercovitch na série, foi baseado no senador Aécio Neves.
11. Ex-ministro da Justiça
Marcio Thomaz Bastos, ex-ministro da justiça durante o governo de Lula, inspirou o personagem Dr. Mário Garcez Britto (Pietro Mario).
12. Rodrigo Janot
Procurador Geral da República, Rodrigo Janot inspirou o papel de Lionel Ficher.
13. Doleira
A doleira Nelma Kodoma, flagrada com dinheiro na calcinha, foi quem baseou o papel de Alessandra Colassanti, que vive Wilma Kitano na série

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Mensagens: Nelson Rodrigues


Ranking da Educação Mundial - Brasil

Entenda os dados do Brasil
Nem sempre uma única estatística basta para divulgar um panorama exato da realidade. Na maioria das vezes, o procedimento mais comum é examinar diversos dados e estudos para compreender, de fato, o que está em jogo. Mas quem analisa o ranking de educação mundial se depara com um cenário preocupante: a amarga posição do Brasil diante de um tema tão importante.
     Apesar de desalentadora, a situação traz novas perspectivas para o futuro. Afinal, se há uma questão unânime nesse resultado é que o país precisa investir (e muito) em educação. Não basta acompanharmos os avanços da era digital e os desafios que ela nos apresenta — é preciso adquirir competências para navegar nesse mundo novo.
     A seguir, apresentaremos os principais dados do Brasil no mais recente ranking de educação mundial, além de algumas observações para que essa realidade possa ser transformada o quanto antes. 
O que é o Pisa?
Realizado a cada três anos, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) tem o objetivo de gerar indicadores que possam contribuir para a discussão da qualidade educacional nos países participantes. Assim, políticas de desenvolvimento para o ensino básico podem ser subsidiadas.
     O programa também tem o propósito de verificar até que ponto as instituições públicas e particulares de cada nação estão preparando os alunos para exercerem corretamente seus papéis de cidadãos em nossa sociedade contemporânea.
Aspectos avaliados
As avaliações do Pisa buscam analisar o desempenho escolar dos países participantes em três aspectos principais: leitura, matemática e ciências. Porém, uma dessas áreas cognitivas recebe maior destaque a cada edição do programa.
     Em 2000, por exemplo, o foco foi em leitura; em 2003, matemática e, por fim, ciências em 2006. Já em 2009, o Pisa iniciou um novo ciclo, tendo sua atenção voltada novamente à leitura. Em 2012, o foco foi matemática — e na última edição, no ano de 2015, a disciplina de ciências obteve maior ênfase entre as três áreas de conhecimento.
Indicadores contextuais
Além de observar as competências de cada matéria, o estudo coleta informações para a composição de indicadores contextuais que permitam relacionar o desempenho dos estudantes a variáveis educacionais, socioeconômicas e demográficas. Esses dados são obtidos por meio da aplicação de questionários específicos a escolas, professores e alunos.
     Ao final da pesquisa, os resultados podem ser utilizados pelos governos dos países participantes como ferramenta na definição e otimização de políticas educativas. Isso permite uma formação mais efetiva e a participação ativa dos jovens na sociedade.
Qual a posição atual do Brasil no ranking mundial de educação?
Quando o assunto é avaliação educacional, o Pisa é uma referência mundial. Na última edição, a pesquisa analisou 70 países, incluindo o Brasil. Destes, 35 eram membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
     A entidade reúne 30 nações e funciona como um fórum para a discussão de questões relacionadas ao desenvolvimento e à melhoria de políticas sociais ou econômicas. Os demais integrantes do estudo foram países conhecidos como economias parceiras, isto é, nações voluntárias do programa — como o Brasil.
     23.141 estudantes brasileiros de todas as unidades da Federação participaram da avaliação. Divulgados no terceiro trimestre de 2016, os resultados não são muito animadores para o Brasil: 59º lugar em leitura, 63º em ciências e 65º em matemática.
     Esses números foram formados a partir da avaliação em instituições de ensino públicas e particulares. Comparando com a edição de 2012, o desempenho dos estudantes brasileiros em leitura e ciências ficou praticamente estagnado. Já na área de matemática, os resultados do exame revelaram que o país diminuiu sua nota.
Desempenho obtido em cada área
Na disciplina de foco da edição (ciências), a média nacional dos estudantes foi 401 pontos. Esse índice mantém os alunos das escolas nacionais cerca de 100 pontos atrás da média dos demais países da OCDE.
     Em leitura e matemática, os alunos brasileiros obtiveram as médias de 407 e 377 pontos, respectivamente. Com esses resultados considerados bastante preocupantes, é fundamental que o país invista em inovações e novas metodologias de ensino que permitam aperfeiçoar o processo de aprendizagem.
Como melhorar o desempenho brasileiro no ranking de educação mundial?
Que o Brasil ostenta inúmeros problemas relacionados à educação, todo mundo sabe. Dessa forma, o país precisa buscar maneiras mais efetivas de capacitar os estudantes que apresentam baixo desempenho, bem como alterar o modo como a educação é empregada e enxergada atualmente.
     Algumas ações podem ser colocadas em prática com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e os níveis educacionais do Brasil. Confira.
Soluções para maximizar o processo de aprendizagem
Mais do que apenas explicar o funcionamento de alguma ocorrência, é essencial desafiar os alunos a buscarem explicações para cada fenômeno. Assim, os professores devem investir em alternativas que possibilitem a maximização do processo de aprendizagem.
     É preciso que os docentes apresentem questões e problemas aos estudantes, incentivando-os a utilizarem experimentos e procedimentos de pesquisa. Com essas ferramentas, é possível trabalhar todas as habilidades consideradas pelo Pisa como essenciais ao exercício da cidadania.
Uso de metodologias de ensino diferenciadas
No entanto, de nada adianta propor soluções para otimizar o aprendizado se as metodologias de ensino utilizadas continuarem ultrapassadas. Nesse contexto, o uso da tecnologia e de metodologias ativas é capaz de despertar a curiosidade do aluno, bem como incentivar uma maior participação nas atividades escolares.
     Como exemplo, podemos citar a sala de aula invertida. A ideia é que o estudante absorva o conteúdo por meio do formato digital, isto é, quando chegar à sala presencial, ele já estará ciente do assunto que será desenvolvido. Eficiente e inovador, esse conceito proporciona processos, estruturas e ambientes mais adequados e atrativos à realidade do aluno.
Potencialização do ensino pré-escolar
O ensino pré-escolar tem papel importantíssimo durante a vida estudantil e acadêmica do aluno. Dessa forma, é preciso investir na potencialização do aprendizado desde os primeiros anos escolares, para que o estudante esteja apto a receber novos conhecimentos e, ainda, consiga absorver melhor os conteúdos visualizados nos próximos períodos.
     Como você pôde ver, embora a posição atual do Brasil no ranking educação mundial não seja a ideal, é possível melhorar os resultados e a qualidade de ensino no país. Para tanto, é preciso que sociedade, governo e a comunidade acadêmica se mobilizem e busquem por soluções diferenciadas, eficientes e inovadoras, com o propósito de elevar o nível escolar.

sábado, 25 de agosto de 2018

Estudantes de Escola Adventista em Itabuna ou Salvador representando o século XXI no Brasil


Estudantes da Escola Adventista em Itabuna ou Salvador praticam liberalidade no rolezinho com beijo duplo, triplo, quadruplo, quíntuplo... menina com menino, menina com menina...  e muito mais aconteceria no dia seguinte, quando rolaria a festa de verdade segundo o convite feito por uma das estudantes da Escola.

A adolescente filmando diz que "vão todos pro inferno", ou seja, consciente do que estão fazendo segundo os ensinamentos cristãos.

Outra adolescente fala que foi apenas um rolezinho e convida "TODOS" para a festa completa:

"Falou galera, esse foi o vídeo do nosso rodízio, compareçam à festa amanhã" ...

Imaginem o que rolou no dia seguinte!!!

É isso que andam ensinando nas escolas!?

Obs.: Vídeo distorcido por serem de menor, mas estão usando o uniforme da escola.

sábado, 16 de junho de 2018

Lei de Gerson implícita na mente dos brasileiros

"O narrador Galvão Bueno mostrou na transmissão do jogo da Rússia contra a Arábia Saudita como a Lei de Gérson ainda encontra recanto na mente dos brasileiros. Lamentou o fato de o atacante Smolov desistir da bola sempre que percebia que estava impedido. Para Galvão, ele deveria dar sequência à jogada. “Vai que o juiz não vê”, completou.

Por mais Smolovs no mundo. O errado é errado, mesmo quando o juiz não vê, assim como o infrator de trânsito é infrator mesmo quando o guarda não multa, e o corrupto é corrupto mesmo sem ser flagrado." - Fonte

👆👆 Atitude feia de um representante do esporte através de uma mídia de canal aberto. Lamentavelmente essa mentalidade fuleira não é só dele. É comum a nós brasileiros tentar obter vantagens de forma indiscriminada, sem se importar com questões éticas ou morais. O Smolov deu um show e se mostrou uma pessoa do bem 👆👆
Wagner Miranda

terça-feira, 17 de abril de 2018

Brasil consegue afundar mais ainda o fundo do poço


Os programas sociais brasileiros se mostraram ineficazes, a prova disso é que o Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU, após descobrir que dados apresentados nos últimos 10 anos foram maquiados, como sempre. 1% dos mais ricos do Brasil concentra 23% do total da renda do país, nível bem acima da média internacional, mesmo depois de 14 anos de PT, representando a esquerda salvadora.

Somos um dos países com maior número de bandidos no poder. TODOS os nossos presidentes democráticos estão envolvidos em desvio de recursos, e isso é uma vergonha. O montante roubado pelos nossos políticos, daria para sustentar toda a nossa nação por anos. E estamos falando só do que se sabe até o momento! O país não é só administrado por bandidos, mas a nossa vida é regida por bandidos em todo o território nacional, pois nem eu e nem você como cidadão andamos em total paz nas ruas de nossas cidades, nem ousamos dormir com portas abertas. Mesmo morando no centro da cidade, preciso pagar bandidos dominantes para evitar ser roubado em meu trabalho.Vivemos sob o regime de bandidos, seja em nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, estado ou país.

Nossa educação afundou tanto no poço que perdemos todas as posições elogiáveis que conquistamos a duros passos. Hoje mais vale um pedaço de papel na parede do que o conhecimento de fato. Temos um monte de analfabeto acadêmico lotando as academias intelectuais da vida. Nossos professores deixaram de ser educadores para serem politiqueiros, defendendo suas ideologias na educação forçada de nossos adolescentes, quando deveriam focar cada segundo em passar o conhecimento ao qual foram destinados. Vi isso na história de Hitler, Mussolini, etc.

Nosso sistema de saúde está carcomido e desumanizado, tornando uma simples gripe em qualquer um de nós em um pesadelo de terror se vamos ou não garantir nossa saúde de volta, já que além de podermos cair em mãos de ignorantes acadêmicos ou mesmo por falta de um mínimo de recursos para o atendimento, mesmo pagando um dos mais altos percentuais de nossos ganhos em impostos.

Os bens do Brasil estão sendo corroídos por ratos escrotos a exemplo da Petrobras que quase vai à falência, assim como outras estatais corroídas de igual modo.

Então se conseguirmos afundar mais do que isso, realmente merecemos uma ditadura de verdade, não esse militarismo que tivemos onde as casas funcionavam e poucos direitos foram retirados.

Qualquer democracia sem controle, vira anarquia. Toda democracia tem que ser regida por leis e leis severas, e é preciso um mínimo de censura para se manter uma nação em ordem. Muita liberdade com mentes tão diferentes leva ao caos. A não ser que prefira o caos.

Wagner Miranda

Os dados podem ser encontrados no site das nacoesunidas.org

domingo, 1 de abril de 2018

Escola tenta conter desesperados no trânsito em Jequié e prefeitura embarga


Jequié é uma cidade onde o trânsito beira o caos. A anarquia automotiva é lei do mais forte. O respeito às leis de trânsito é uma fantasia utópica desde os primórdios desta província indígena. Os líderes que por aqui passaram, sempre brincaram de governar e a sobrevivência da população é baseada nas migalhas que estes senhores feudais deixam cair. Como não havia de ser diferente, o atual rei da província só atende às necessidades que melhor lhes condiz e a população que se vire.

O trânsito aqui reflete não apenas os governantes em suas funções administrativas, mas principalmente o desespero dos empresários, comerciantes, pais, mães, idosos... de cada cidadão que doa seu sangue para que os politiqueiros desta cidade vivam o seu reinado, e nós, meros mortais que demos um jeito de vencer mais um dia.

Diante de tanta barbárie automotiva, estão os estudantes que, mesmo em suas escolas, ficam à mercê dos ignorantes e desesperados atrás dos volantes que por viverem em uma cidade sem ordem no trânsito, não respeitam nem mesmo as pequenas regras de boa convivência passando diante das escolas a 60, 80 até 100 km/h. Para conter os desesperados, precisaríamos de um órgão de trânsito que funcione, ou um controlador bárbaro como o redutor de velocidade que obrigaria o indivíduo a respeitar as leis à força.

Como não temos um órgão de trânsito que funcione a opção é solicitar a implantação bárbara do redutor, o que muitas escolas tem feito constantemente pelo temor de ver um ou vários de seus alunos envolvidos em uma tragédia anunciada. A Escola Bem Querer é um exemplo clássico desse descaso dos administradores políticos desta cidade. Seus professores vivem em constante alerta com seus alunos devido ao abandono do prefeito e ao caos gerado pelos condutores desesperados e atormentados que cruzam seu caminho. Da mesma forma a Escola Construindo o Futuro também fez solicitações via ofícios, abaixo-assinado, solicitações a vereadores, secretários e todos que poderiam resolver, porém deram as costas como respostas. Eu pessoalmente já fiz diversas solicitações como pai e como blogueiro. Além das solicitações, ambas as escolas já se propuseram a bancar os custos que deveriam ser do município, mas para resolverem o problema se propuseram a tirar do bolso os valores necessários só pedindo um especialista (se é que tem isso em Jequié!), mas o poder público, como sempre, inútil.


Em um ato desesperado de resolução, a Escola Construindo o Futuro tentou escrever um futuro melhor para seus alunos iniciando as obras de um redutor, mesmo sem a ajuda profissional dos nossos empregados públicos que só mandam por quatro anos, mas que se sentem reis e rainhas no poder e, após a ação privada, eles apareceram (finalmente) como num passe de mágica, mas não para ajudar na resolução do problema (não mesmo), mas para embargar a obra e colocar a escola no paredão de fuzilamento, rastreando cada pedacinho de papel da escola para achar um meio de acabar com o problema de vez: eliminando a escola que ameaça o reinado dos senhores feudais. Mas a escola está em dia com o reinado. Qual a solução então!? Esta é uma cena para o próximo capítulo.

Senhores políticos, vocês ganham e ganham muito bem para administrar a cidade, dando a seus cidadãos o mínimo necessário para termos uma vida digna, e isto deveria começar com nossos estudantes. Cuide das crianças e teremos adultos melhores, trate-os com descaso e teremos mais políticos ao invés de engenheiros, médicos, professores, enfermeiros, etc. Precisamos de homens e mulheres que saibam o que é moral e ética, não de mais políticos.

Resolvam o problema das escolas, já que não conseguem ou não querem resolver o problema do trânsito. As crianças podem não ser importantes para os políticos, pois não geram votos, mas os pais, os tios, os avós, os parentes das crianças votam, e nas próximas eleições teremos as redes sociais para não deixar o povo esquecer quem são os políticos e quem são os politiqueiros.

Parabéns à Escola Construindo o Futuro por estarem preocupados com o futuro de suas crianças. Lutar contra os senhores feudais sempre foi uma luta do povo.
- Wagner Miranda será 

O que é verdade e o que é invenção em 'O Mecanismo', a série da Netflix sobre a Lava Jato

André Shalders - @shaldim / Da BBC Brasil em São Paulo


Atenção: a reportagem contém "spoilers" (revelações sobre a trama).

A série Narcos, que foi ao ar em 2015, constrói seu enredo misturando elementos de verdade com outros de ficção. Os "mocinhos" de Narcos - dois agentes do Dea, o departamento de narcóticos dos EUA - existem na vida real e deram consultoria aos produtores da série. Agora, o cineasta brasileiro José Padilha - que participou de Narcos - repetiu o mesmo método em sua nova série na Netflix, O Mecanismo, uma ficção baseada em fatos reais da operação Lava Jato.

Em Narcos, a mistura de ficção com realidade não gerou protestos do público brasileiro. Mas com O Mecanismo foi diferente: simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT protestaram nas redes sociais pelo fato da série ter atribuído ao personagem João Higino, que representa o petista, uma frase que na vida real foi dita pelo senador Romero Jucá (MDB-RR). A frase é famosa: Jucá fala em "estancar a sangria" das investigações de corrupção da operação Lava Jato.

O Mecanismo é descrita por seus criadores como uma "obra de ficção inspirada livremente em eventos reais". "Personagens, situações e outros elementos foram adaptados para efeito dramático", diz uma tela que é repetida ao começo de cada episódio.

Entidades e empresas que existem no mundo real tiveram seus nomes trocados na série. O PT (Partido dos Trabalhadores), passa a chamar-se "PO" (Partido Operário); a Petrobras vira "Petrobrasil"; e a empreiteira Galvão Engenharia passa a chamar-se "Bueno Engenharia".

O mesmo acontece com os personagens. Em vários casos, os nomes foram pensados para ter semelhança com o de pessoas reais. Assim, a personagem que representa a ex-presidente Dilma Rousseff foi batizada de "Janete Ruscov"; Michel Temer vira "Samuel Thames", e a delegada Erika Marena é representada por "Verena Cardoni". O mesmo é verdade para os doleiros Alberto Youssef ("Roberto Ibrahim"), Carlos Habib Chater ("Chebab"), e Nelma Kodama ("Wilma Kitano").

Já o ex-ministro da Justiça e advogado Márcio Thomaz Bastos (1935-2014) aparece na série como "Mário Garcez Brito", ou "O Mago": o personagem é uma espécie de super-lobista e advogado defensor de empreiteiras encrencadas com a Justiça.

Na vida real a coisa é mais complexa: Thomaz Bastos realmente trabalhou para empreiteiras da Lava Jato no fim da vida, mas foi também o principal responsável pela reestruturação e aumento da capacidade da Polícia Federal ("Polícia Federativa", na série) durante sua passagem pelo Ministério da Justiça (2003-2007).

Em uma entrevista por escrito ao site Observatório do Cinema, publicada no último domingo, José Padilha disse que a polêmica em torno da frase sobre "estancar a sangria" é "boboca". "(...) A repetição do uso de uma expressão idiomática comum, como 'estancar a sangria', não guarda qualquer significado. (O ex-senador) Delcídio (do Amaral) usou a expressão 'acordo'. Se Higino falar 'acordo' ele é o Delcídio? O fato de o Jucá ter usado a expressão 'estancar a sangria' não a interdita", disse ele.

A reportagem procurou José Padilha por meio de sua assessoria, mas não houve resposta até o fechamento.

O que é verdade e o que é invenção na série de José Padilha? A reportagem da BBC Brasil explica como aconteceram na vida real alguns dos episódios retratados na produção da Netflix.

1. Lula falou sobre "estancar a sangria"? Falso
Na série dirigida por José Padilha, a frase é dita pelo personagem José Higino (que representa o ex-presidente Lula) ao "Mago", inspirado em Márcio Thomaz Bastos. O diálogo fictício ocorre em 2014, antes das eleições presidenciais. Mas a cena é fantasiosa.

Na vida real a frase foi dita pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), ao ex-presidente da Transpetro e delator da Lava Jato, Sérgio Machado. A conversa foi gravada por Machado e entregue às autoridades como parte de seu acordo de delação. O período também é outro: o diálogo real ocorreu em março de 2015, já com Dilma Rousseff (PT) reeleita, e com alguns dos principais empreiteiros do país na cadeia.

Sérgio Machado diz a Jucá que o senador precisa encontrar algum jeito de evitar que seu caso "desça" para Curitiba, sob o juiz federal Sérgio Moro. Jucá: "(A solução) tem que ser política, advogado não encontra (...). Se é político, como é a política? Tem que resolver essa p****... Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria", diz ele, no áudio verdadeiro, captado antes do processo de impeachment que apeou Dilma da cadeira.


2. A prisão de Youssef em 2014 aconteceu daquele jeito mesmo? Verdadeiro, mas…
Na série, o doleiro Roberto Ibrahim aproveita-se de um descuido do agente "China" (que representa o policial federal aposentado Newton Ishii, o "Japonês da Federal") para pegar um jatinho no aeroporto de Congonhas (SP) e se mandar para Brasília.

O comando da PF no Paraná chega a interromper a operação, mas de repente a sorte dos protagonistas muda: Ibrahim (Youssef) reaparece no radar dos policiais, já na capital federal. O agente liga no hotel, e Ibrahim atende. Ele retorna a ligação e descobre que a chamada veio da PF - e deduz que seria preso.

Desconfiando da prisão iminente, o doleiro sobe até outro quarto do hotel e entrega uma mala de dinheiro a um comparsa que viajava com ele. "Vou ser preso amanhã. Faz o pagamento aí", diz, com calma.

A cena é real - inclusive a ligação para a PF e a mala de dinheiro. A diferença é que Ishii não deixou Youssef escapar e o doleiro tampouco estava em Brasília no momento da prisão.

Quando foi detido, Youssef estava no quarto nº 704 do Hotel Luzeiros, um dos mais requintados de São Luís (MA), com vista para o mar. Segundo o Ministério Público, a mala continha R$ 1,4 milhão em propina, vinda da empreiteira UTC, e que seria paga a um secretário do governo maranhense, na gestão de Roseana Sarney (MDB). A prisão ocorreu em 17 de março de 2014. A ex-governadora nega irregularidades.

3. O posto de gasolina de Yousseff realmente existe? Verdadeiro
Na série, o local é chamado de "Posto da Antena". Na vida real, o estabelecimento funciona até hoje - trata-se do Posto da Torre, localizado no Setor Hoteleiro Sul, ao lado da Torre de TV, um dos cartões-postais de Brasília. O empreendimento foi alvo da primeira fase da Lava Jato.

Além de 16 bombas de combustíveis, o Posto da Torre abrigava uma lanchonete especializada em kebab e uma casa de câmbio - além de um lava-jato. O estabelecimento era comandado por Carlos Habib Chater, sócio de Youssef. Na série, Chater é representado pelo personagem "Chebab". Na vida real, o posto também serviu para de inspiração para a delegada Erika Marena ("Verena Cardoni") cunhar o nome "Lava Jato" para a operação.

4. Youssef circulava pelo comitê de campanha de Dilma Rousseff? Falso
Logo no começo da série, o personagem Roberto Ibrahim (que representa o doleiro Alberto Youssef) aparece em uma cena dentro do comitê de campanha do "Partido Operário" - na vida real, o comitê de Dilma Rousseff (PT). "Você quer quanto? R$ 500 (mil) resolve, para esta semana?", pergunta o personagem a uma integrante do staff fictício. "R$ 600 (mil), meu amor. Para agora", responde ela.

Na vida real, esta cena jamais poderia ter acontecido: durante a campanha eleitoral de 2014, Alberto Youssef estava preso em Curitiba, no Paraná (ele foi detido na 1ª fase da Lava Jato, em 17 de março de 2014, e ficou na cadeia até 17 de novembro de 2016).

Entretanto, para o Ministério Público, há provas de que a campanha presidencial de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014 usou dinheiro proveniente do esquema de corrupção da Lava Jato. Em junho de 2017, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou a questão - o relator do caso, ministro Herman Benjamin, concordou com a avaliação do Ministério Público, mas foi derrotado em plenário: por quatro votos a três, os ministros do TSE rejeitaram a cassação da chapa Dilma-Temer. PT e MDB negam ter usado dinheiro do crime para financiar a campanha.

5. O policial Marco Rufo existiu realmente e fuçou extratos no lixo? Não foi bem assim...
Assim como outras figuras da série, o policial Marco Rufo é baseado em uma pessoa real - neste caso, um ex-delegado da PF, hoje aposentado, chamado Gerson Machado. Assim como Rufo, Machado é de Londrina (PR). Esta é também a cidade natal de Alberto Youssef (na série, Roberto Ibrahim).

Assim como Rufo - o da ficção - Machado investigou Youssef, e disse ter sido acusado de "perseguição" pelo doleiro. Na vida real, Machado abriu um inquérito sobre o caso em 2008, anos antes da Lava Jato começar. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Machado disse em 2016 que foi afastado das investigações e depois "foi aposentado" precocemente, aos 49 anos de idade, em 2013. O afastamento o deixou deprimido.

Na série, porém, Marco Rufo conhece Ibrahim desde a infância; está na cola do doleiro desde o caso Banestado (na década de 1990), e sofre de transtorno bipolar. Além disso, vasculha o lixo do doleiro para tentar coletar provas e comete outros atos ilegais ao longo da série (como destruir a marretadas uma motocicleta de luxo dos investigados).

Na vida real, os investigadores da Lava Jato usam uma série de softwares de análise de dados, inclusive para fazer o cruzamento de informações financeiras obtidas com ordem judicial junto ao sistema financeiro nacional. Nunca coletaram nada no lixo dos investigados, até onde se sabe.

6. Youssef realmente foi preso e fez delação uma década antes da Lava Jato? Verdadeiro, mas…
Em 1969, o Banco Central do Brasil editou uma norma, a Carta Circular nº 5, com o objetivo de facilitar a vida de brasileiros vivendo no exterior. A norma criou um tipo de conta bancária - batizada de CC5 em referência à Circular do BC - que permitia depositar dinheiro em moeda estrangeira no Brasil e sacá-lo no exterior.

Entre 1996 e 2003, um grupo de doleiros utilizou as contas CC5 do Banco do Estado do Paraná, o antigo Banestado, para enviar cerca de US$ 30 bilhões para fora do país. Um deles era Alberto Youssef. Ele admitiu mais tarde que efetivamente pagou propina, em nome de empresas, aos dirigentes do Banestado, para facilitar empréstimos a essas empresas. O nome do banco batizou o escândalo.

Youssef fechou seu primeiro acordo de delação premiada em 2004 - o acordo foi homologado pelo juiz Sérgio Moro. Em 2014, na segunda prisão do doleiro, o mesmo juiz invalidou o acordo de 2004.

A história é contada de forma resumida pela série de José Padilha - inclusive com uma menção às contas CC5. Mas há pelo menos dois pontos que merecem reparos. Ao ser preso, Youssef diz que não vai ficar muito tempo preso, já que o seu advogado "é o ministro da Justiça". Naquela época, o ministro era Márcio Thomaz Bastos ("O Mago", na série). Bastos nunca defendeu Youssef. Além disso, a série deixa de mencionar o fato de o esquema ter começado a funcionar em 1996, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43550506
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